ARTIGO
26
Ago
2025
VULNERABILIDADE SOCIAL E IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM FAMÍLIAS DE CRIANÇAS COM NECESSIDADE CIRÚRGICA

VULNERABILIDADE SOCIAL E IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM FAMÍLIAS DE CRIANÇAS COM NECESSIDADE CIRÚRGICA

VULNERABILIDADE SOCIAL E IMPACTOS PSICOLÓGICOS EM FAMÍLIAS DE CRIANÇAS COM NECESSIDADE CIRÚRGICA

SOCIAL VULNERABILITY AND PSYCHOLOGICAL IMPACTS ON FAMILIES OF CHILDREN WITH SURGICAL NEEDS

CAPÍTULO 12.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20250829C12

Jéssica França Mendonça

Graduada em Psicologia

Vanessa Santos da Silva Corrêa Pinto

Doutoranda em Enfermagem e Biociências

Maiton Bernardelli

Doutor em Saúde Coletiva

Maria Vilani Maia Sequeira

Mestrado em Psicologia

Andrea Branco Marinho

Pós Graduação em Centro Cirúrgico e CME

Fabricio de Menezes Baltar

Graduando em Enfermagem

Mariana Abdala Mota de Souza

Graduanda em Psicologia

Samantha Campos Barbara

Graduanda em Psicologia

Thomas Kenzo Aleixo Kawai Costa

Graduando em Medicina

Matheus Neves Araújo

Mestrando em Gestão e Atenção à Saúde

RESUMO:

INTRODUÇÃO: A hospitalização de crianças para procedimentos cirúrgicos configura uma ruptura significativa na dinâmica familiar, exigindo reorganização emocional, logística e social. Essa experiência, já estressante em condições normais, torna-se ainda mais complexa quando vivenciada em contextos de vulnerabilidade social. O ambiente hospitalar, marcado por linguagem técnica pouco acessível, procedimentos invasivos e afastamento de figuras de apego, pode provocar medo, insegurança e sofrimento emocional tanto na criança quanto nos cuidadores. OBJETIVO: Analisar os impactos psicológicos e sociais da hospitalização cirúrgica infantil sobre famílias em situação de vulnerabilidade social, identificando fatores de risco e apontando estratégias de acolhimento e suporte capazes de minimizar tais efeitos. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada por meio de busca nas bases SciELO, LILACS, PubMed e Google Scholar, contemplando publicações entre 2021 e 2024 nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram utilizados descritores como "hospitalização infantil", "cirurgia pediátrica", "vulnerabilidade social" e "saúde mental". Os critérios de inclusão abrangeram estudos que abordassem as dimensões emocionais, sociais e institucionais da hospitalização e cirurgia pediátrica. Foram excluídos artigos com enfoque exclusivamente técnico-cirúrgico ou que não contemplassem a perspectiva familiar. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos analisados revelaram que o processo de hospitalização e cirurgia infantil desencadeia múltiplos impactos, indo além das repercussões físicas do procedimento. Crianças hospitalizadas podem apresentar alterações comportamentais, regressão de habilidades previamente adquiridas, distúrbios do sono e da alimentação, além de sintomas de ansiedade e medo relacionados ao desconhecido. Para os cuidadores, especialmente mães, observa-se alta incidência de estresse, ansiedade, sobrecarga física e emocional, e, em alguns casos, depressão. Em contextos de vulnerabilidade social, esses efeitos são intensificados por barreiras socioeconômicas, como dificuldades financeiras, moradia precária, transporte limitado, baixa escolaridade e pouca compreensão das orientações médicas. A negligência institucional, a falta de comunicação clara e a ausência de acolhimento adequado também foram apontadas como fatores que aprofundam o sofrimento familiar. CONCLUSÃO: O cuidado à criança hospitalizada, especialmente em situações cirúrgicas, deve transcender a dimensão biomédica, incorporando práticas humanizadas, acolhedoras e intersetoriais. Reconhecer o impacto da vulnerabilidade social e atuar para reduzir suas consequências é fundamental para que o atendimento seja integral, ético e protetivo.

Palavras-chave: Hospitalização; Cirurgia Pediátrica; Vulnerabilidade Social; Saúde Mental.