ARTIGO
23
Dez
2025
VÍRUS EPSTEIN-BARR COMO ELO ENTRE INFECÇÃO PELO HIV E NEOPLASIAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

VÍRUS EPSTEIN-BARR COMO ELO ENTRE INFECÇÃO PELO HIV E NEOPLASIAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

VÍRUS EPSTEIN-BARR COMO ELO ENTRE INFECÇÃO PELO HIV E NEOPLASIAS DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

EPSTEIN-BARR VIRUS AS A LINK BETWEEN HIV INFECTION AND CENTRAL NERVOUS SYSTEM NEOPLASMS

CAPÍTULO 6.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20251223C6

Heloísa Mari Cvilikas

Graduando do Curso de Medicina no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-7346-3392

Guilherme de Andrade Braz Fronchetti

Graduando do Curso de Medicina no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0009-0000-3934-9216

Rafael Shinji Akiyama Kitamura

Professor Assistente dos cursos das áreas da Saúde no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1925-3003

RESUMO

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) promove desregulação do sistema imune, favorecendo infecções virais oportunistas e criando ambiente permissivo à oncogênese. Dentre esses agentes, o vírus Epstein?Barr (EBV) destaca-se pelo seu reconhecido potencial oncogênico, especialmente em indivíduos imunossuprimidos. No sistema nervoso central (SNC), essa interação assume relevância clínica expressiva, uma vez que a sobreposição entre processos infecciosos e neoplásicos dificulta o diagnóstico, o manejo terapêutico e impacta negativamente a sobrevida dos pacientes. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa, as evidências científicas que descrevem a associação entre a infecção pelo HIV, a atuação do EBV e o desenvolvimento de neoplasias do SNC. A busca foi realizada na base PubMed, utilizando descritores relacionados à infecção pelo HIV, EBV e tumores do SNC. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 17 estudos foram selecionados para análise qualitativa. Os resultados demonstram associação consistente entre imunossupressão induzida pelo HIV, falha da vigilância imune específica contra o EBV e o desenvolvimento de neoplasias, sobretudo o linfoma primário do sistema nervoso central. Além desse subtipo, foram descritas neoplasias raras, como linfomas plasmablásticos e tumores de músculo liso associados ao EBV, reforçando a diversidade de manifestações oncológicas nesse contexto. Evidências imunopatogênicas indicam que a oncogênese não depende exclusivamente do grau de depleção de linfócitos T CD4?, mas também da perda funcional da resposta imune específica ao EBV. Adicionalmente, aspectos diagnósticos como a detecção de DNA do EBV no líquido cefalorraquidiano e a identificação de transcritos virais em tecido tumoral emergem como ferramentas auxiliares relevantes, embora demandem interpretação clínica integrada. Assim, os achados reforçam a necessidade de abordagem multidisciplinar e vigilância clínica contínua em indivíduos vivendo com HIV, visando o diagnóstico precoce e o manejo adequado das neoplasias do SNC associadas a infecções virais oportunistas.

PALAVRAS-CHAVE: Imunossupressão, Linfomagênese, Vigilância imune, Infecções oportunistas, Biomarcadores virais