ARTIGO
25
Fev
2025
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SAÚDE DA MULHER: RISCOS, PROTEÇÃO E REPERCUSSÕES FÍSICAS E MENTAIS

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SAÚDE DA MULHER: RISCOS, PROTEÇÃO E REPERCUSSÕES FÍSICAS E MENTAIS

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SAÚDE DA MULHER: RISCOS, PROTEÇÃO E REPERCUSSÕES FÍSICAS E MENTAIS

OBSTETRIC VIOLENCE AND WOMEN'S HEALTH: RISKS, PROTECTION AND PHYSICAL AND MENTAL REPERCUSSIONS

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E SAÚDE DA MULHER.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20250217C12

Ana Virgínia Nunes Soares

Universidade de Fortaleza

https://orcid.org/0000-0001-5339-8655


RESUMO

Introdução: A violência obstétrica é considerada um grave problema de saúde pública e uma violação aos direitos humanos da mulher. Objetivo: Analisar os impactos da violência obstétrica na saúde da mulher e evidenciar os fatores de risco e proteção nesse contexto. Método: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura com buscas nas bases de dados SciELO, PubMed e BVS-Psi, utilizando as palavras-chave "violência obstétrica" "agravos em saúde" e "fatores de risco e proteção" combinadas pelo operador booleano AND. A seleção dos estudos priorizou a relevância do conteúdo para a temática, sem restrição temporal das publicações Resultados e Discussão: Os achados evidenciaram que a violência obstétrica produz vários impactos na saúde da mulher, como dores físicas, cicatrizes e queloides, depressão, transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), medo de vivenciar novamente o processo do parto, transtorno de ansiedade, crises de pânico, sentimento de culpa e tristeza por terem tido um parto traumático. A relação mãe/bebê também é afetada pela violência obstétrica, provocando dificuldades na amamentação e aumentando o risco de morte materna e neonatal. Mulheres solteiras, adolescentes, de baixo poder aquisitivo, negras, com baixa-escolaridade, usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS) são as mais propensas a sofrerem violência obstétrica. Situações que prolongam o tempo de interação da mulher com a equipe de saúde durante o período pré-parto e o atendimento por diferentes profissionais também aumentam o risco de violência obstétrica. Por outro lado, a presença de um acompanhante durante o pré-natal e a internação para o parto é um importante fator de proteção contra a violência obstétrica, Conclusão: Investir no cuidado em saúde mental e em estratégias para prevenir essa violação, disseminar informações sobre a gestação e o parto, e promover a conscientização da parturiente sobre seus direitos são medidas essenciais para garantir um parto mais respeitoso e humanizado.

PALAVRAS-CHAVE: Violência obstétrica; Mulher; Agravos em saúde; Fatores de risco e proteção.