VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: CASOS DESVELADOS POR MULHERES NA ATENÇÃO PRÉ-NATAL
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: CASOS DESVELADOS POR MULHERES NA ATENÇÃO PRÉ-NATAL
DOI: 10.56161/sci.ed.20231004C6
Milena Silva Costa
Universidade Federal do Cariri - UFCA
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4094-3903
Valeska Macêdo Cruz Cordeiro
Universidade Regional do Cariri ? URCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8672-8988
Maria Andrezza Gomes Maia
Universidade Federal do Cariri ? UFCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1379-0625
Naiane Rodrigues Alcantara Lôbo
Universidade Federal do Cariri ? UFCA
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6407-7440
Estelita Lima Cândido
Professora Pós-doutora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Cariri, Ceará
https://orcid.org/0000-0001-9434-2930
RESUMO
INTRODUÇÃO: Violência obstétrica é definida como a conduta, ato ou omissão realizada por profissionais de saúde que se apropria de forma indevida dos processos corporais e reprodutivos das mulheres durante a assistência à gravidez, parto, pós-parto ou abortamento. OBJETIVO: Desvelar os casos e as atitudes de mulheres diante a violência obstétrica vivenciada na atenção pré-natal. MÉTODO: Estudo descritivo, transversal, quantitativo, desenvolvido em dois municípios do Ceará, Brasil. Participaram 98 mulheres, que tinham idade mínima de 18 anos, residentes desses municípios, que tiveram o parto no primeiro trimestre do ano de 2022 e relataram ter vivenciado a violência obstétrica na atenção pré-natal. O questionário sobre as características sociodemográficas, os tipos de violência e as atitudes diante as violações foi aplicado no período de janeiro a maio de 2022. Os dados foram tabulados no software Excel e transferidos para o software Epi Info, versão 7.2.5, submetidos a análise descritiva. RESULTADOS: 59 (60,2%) mulheres tinham entre 25 e 34 anos; 67 (68,4%) eram casadas/união estável e 66 (67,5%) autodeclararam-se negras ou pardas. 33 (33,7%) mulheres informaram que tinham concluído o ensino fundamental, a renda familiar inferior a um salário-mínimo foi declarada por 71 (72,4%) mulheres e 64 (65,3%) delas residiam na zona urbana dos municípios. A violência verbal foi a mais expressiva, registrada por 66 (67,4%) mulheres. 80 (81,6%) delas, não apresentaram reações diante a violação. CONCLUSÃO: Conclui-se que é importante empoderar as mulheres sobre o assunto, promover discussões da temática nos cursos formativos na área da saúde, bem como promover a melhoria nas condições de trabalho dos profissionais de saúde, para que eles possam proporcionar à gestante um ambiente mais acolhedor e livre de violência.
PALAVRAS-CHAVE: Violência Obstétrica; Atenção Primária à Saúde; Gravidez.