ARTIGO
30
Out
2025

TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO NA INFÂNCIA

TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO NA INFÂNCIA

TRAUMATIC BRAIN INJURY IN CHILDHOOD

CAPÍTULO 10.pdf


10.56161/sci.ed.20250330c10

Nicole Bento de Oliveira

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0001-6664-0631

Murilo Oliveira de Carvalho

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-4787-5819

Letícia Bento de Oliveira

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0000-7608-8895

Maurício Oliveira de Carvalho

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0001-5301-513X

Maria Clara Scarabelot Rech

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-0322-1338

Bettina Echazarreta

Universidade do Extremo Sul Catarinense ? UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-5397-5026

Gustavo Zanette Fernandes

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0001-7278-5175

RESUMO

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é a principal causa de morte em crianças acima de um ano e requer avaliação simultânea de possível trauma cervical. O estudo tem como objetivo descrever a abordagem diagnóstica e terapêutica do TCE pediátrico, enfatizando a importância do reconhecimento precoce de sinais de gravidade e da prevenção de complicações neurológicas. A metodologia baseia-se em revisão das diretrizes da Brain Trauma Foundation e da Sociedade Brasileira de Pediatria, com análise dos critérios clínicos e escores de estratificação de risco, como o PECARN e a Escala de Coma de Glasgow (GCS). A avaliação deve iniciar com o protocolo ABCDE, inspeção e palpação craniana e análise de sinais de fratura de base de crânio (hemotímpano, olhos de guaxinim, sinal de Battle, efusão liquórica). O reconhecimento de sinais de hipertensão intracraniana ? reflexo de Cushing, deterioração da GCS, alterações pupilares e déficits focais ? orienta intervenções imediatas. Pacientes com GCS ?14, mecanismos de trauma grave, convulsões ou exame neurológico alterado são considerados de alto risco e devem ser submetidos à tomografia de crânio e, quando indicado, de coluna cervical. O manejo do TCE grave (GCS <9) visa prevenir hipóxia, hipotensão, hipertensão intracraniana e crises convulsivas, com medidas como intubação orotraqueal, elevação da cabeceira, reposição volêmica com solução salina 0,9%, uso de manitol 20% ou solução salina hipertônica a 3% e controle da ventilação. A internação é mandatória em casos de TCE grave, achados tomográficos anormais ou sintomas neurológicos persistentes. Conclui-se que a aplicação sistemática dos escores clínicos e o manejo precoce e padronizado reduzem significativamente a morbimortalidade do TCE infantil.

PALAVRAS-CHAVE: Traumatismo cranioencefálico; Pediatria; Hipertensão intracraniana