TRABALHO MATERNO E AMAMENTAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE SUPORTE À LACTANTE E OS IMPACTOS SANITÁRIOS DO ALEITAMENTO CRUZADO
TRABALHO MATERNO E AMAMENTAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE SUPORTE À LACTANTE E OS IMPACTOS SANITÁRIOS DO ALEITAMENTO CRUZADO
Maternal Work and Breastfeeding: Analysis of Policies Supporting Lactating Women and the Sanitary Impacts of Cross-Breastfeeding
10.56161/sci.ed.20250217C49
Thiago de Freitas França
Mestre em Enfermagem pela Fundação Oswaldo Cruz
Micaela Dias dos Anjos
Médica pela Universidade Federal da Bahia - Campus Anísio Teixeira
Maurício Rouvel Nunes
Mestre pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre
Kamilla Menezes e Souza
Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados
Felipe Silva Ribeiro
Mestre em saúde do adulto pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
Roberta Guerra Campos
Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Unifacid Wyden
Laina Íris Nunes Santana
Enfermeira pela Faculdade Unisapiens
Carlos Eduardo Cardoso Silva
Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Piauí
Vanessa dos Santos Nunes
Fundação de Ensino Superior de Olinda-FUNESO
Carlos Lopatiuk
Doutor em Ciências Sociais pela UEPG e Doutorando em Desenvolvimento Comunitário pela UNICENTRO
RESUMO
A manutenção do aleitamento materno no contexto do trabalho feminino constitui um desafio relevante para a saúde pública, especialmente em sociedades marcadas por desigualdades estruturais e limitações institucionais. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre trabalho materno, políticas públicas de suporte à lactante e os impactos sanitários associados às práticas de alimentação infantil no Brasil contemporâneo, com ênfase nos riscos do aleitamento cruzado e no papel da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e analítico-interpretativa, baseada na análise de artigos científicos, documentos normativos e relatórios técnicos nacionais publicados entre 2023 e 2025, obtidos em bases de dados científicas e repositórios institucionais. Os resultados indicam que o retorno ao trabalho permanece como um dos principais fatores associados ao desmame precoce, mesmo diante de avanços legislativos recentes voltados à proteção da lactante. Evidenciam-se limitações na efetiva implementação de políticas de apoio à amamentação nos ambientes laborais, o que favorece a adoção de práticas alternativas de alimentação infantil, incluindo o aleitamento cruzado. A análise sanitária demonstra que o aleitamento cruzado representa risco significativo à saúde infantil, sobretudo pela possibilidade de transmissão vertical de patógenos, contrastando com a segurança oferecida pelo leite humano pasteurizado proveniente dos Bancos de Leite Humano. Conclui-se que a proteção do aleitamento materno exige articulação intersetorial entre políticas trabalhistas, sanitárias e sociais, visando garantir condições seguras e equitativas para a alimentação infantil.
Palavras-chave: Aleitamento materno; Trabalho feminino; Desmame precoce; Bancos de leite humano; Saúde pública.