ARTIGO
12
Dez
2025
TRABALHO MATERNO E AMAMENTAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE SUPORTE À LACTANTE E OS IMPACTOS SANITÁRIOS DO ALEITAMENTO CRUZADO

TRABALHO MATERNO E AMAMENTAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE SUPORTE À LACTANTE E OS IMPACTOS SANITÁRIOS DO ALEITAMENTO CRUZADO

TRABALHO MATERNO E AMAMENTAÇÃO: ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE SUPORTE À LACTANTE E OS IMPACTOS SANITÁRIOS DO ALEITAMENTO CRUZADO

Maternal Work and Breastfeeding: Analysis of Policies Supporting Lactating Women and the Sanitary Impacts of Cross-Breastfeeding

CAPÍTULO 49.pdf

10.56161/sci.ed.20250217C49

Thiago de Freitas França

Mestre em Enfermagem pela Fundação Oswaldo Cruz

Micaela Dias dos Anjos

Médica pela Universidade Federal da Bahia - Campus Anísio Teixeira

Maurício Rouvel Nunes

Mestre pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Kamilla Menezes e Souza

Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Grande Dourados

Felipe Silva Ribeiro

Mestre em saúde do adulto pela UFMA (Universidade Federal do Maranhão)

Roberta Guerra Campos

Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Unifacid Wyden

Laina Íris Nunes Santana

Enfermeira pela Faculdade Unisapiens

Carlos Eduardo Cardoso Silva

Graduado em Odontologia pela Universidade Federal do Piauí

Vanessa dos Santos Nunes

Fundação de Ensino Superior de Olinda-FUNESO

Carlos Lopatiuk

Doutor em Ciências Sociais pela UEPG e Doutorando em Desenvolvimento Comunitário pela UNICENTRO

RESUMO

A manutenção do aleitamento materno no contexto do trabalho feminino constitui um desafio relevante para a saúde pública, especialmente em sociedades marcadas por desigualdades estruturais e limitações institucionais. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre trabalho materno, políticas públicas de suporte à lactante e os impactos sanitários associados às práticas de alimentação infantil no Brasil contemporâneo, com ênfase nos riscos do aleitamento cruzado e no papel da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e analítico-interpretativa, baseada na análise de artigos científicos, documentos normativos e relatórios técnicos nacionais publicados entre 2023 e 2025, obtidos em bases de dados científicas e repositórios institucionais. Os resultados indicam que o retorno ao trabalho permanece como um dos principais fatores associados ao desmame precoce, mesmo diante de avanços legislativos recentes voltados à proteção da lactante. Evidenciam-se limitações na efetiva implementação de políticas de apoio à amamentação nos ambientes laborais, o que favorece a adoção de práticas alternativas de alimentação infantil, incluindo o aleitamento cruzado. A análise sanitária demonstra que o aleitamento cruzado representa risco significativo à saúde infantil, sobretudo pela possibilidade de transmissão vertical de patógenos, contrastando com a segurança oferecida pelo leite humano pasteurizado proveniente dos Bancos de Leite Humano. Conclui-se que a proteção do aleitamento materno exige articulação intersetorial entre políticas trabalhistas, sanitárias e sociais, visando garantir condições seguras e equitativas para a alimentação infantil.

Palavras-chave: Aleitamento materno; Trabalho feminino; Desmame precoce; Bancos de leite humano; Saúde pública.