TECNOLOGIAS DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: PROTEÇÃO COLETIVA OU EROSÃO DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS?
TECNOLOGIAS DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE PÚBLICA: PROTEÇÃO COLETIVA OU EROSÃO DAS LIBERDADES INDIVIDUAIS?
SURVEILLANCE TECHNOLOGIES IN PUBLIC HEALTH: COLLECTIVE PROTECTION OR EROSION OF INDIVIDUAL FREEDOMS?
DOI: 10.56161/sci.ed.20260204C16
Marcos Victor Fialho Queiroz
Pós-graduado em Enfermagem em Saúde Pública com ênfase em Saúde da Família e da Comunidade pela Gran Faculdade
Vitória De Souza Ramos
Graduada em Enfermagem e Residente em saúde coletiva com ênfase em gestão e vigilância pela Unimontes
Orcid: https://orcid.org/0009-0009-6138-1592
Jéssica Terças Lobo
Graduada em Medicina pela Universidade Nilton Lins
Bárbara Silva Andrade
Graduada em Enfermagem pela UNESC
Orcid: https://orcid.org/0009-0004-3850-6418
Roberta Correia Dos Santos
Pós-Graduada em Enfermagem Obstétrica Habilitação pela Faculdade Madre Thaís
Naiara Ramos Costa
Pós-graduação em Micropolítica da Gestão e Trabalho em Saúde pela Universidade Federal Fluminense
Tereza Raquel Santos de Paula
Especialista em Enfermagem do Trabalho
Jorge Ferreira Batista
Especialização em UTI Adulto pelo Centro Universitário São Camilo
Orcid: https://orcid.org/0009-0001-8112-347X
Camila Nunes Carvalho
Doutorado em Odontologia pela UFPE
Orcid: https://orcid.org/0009-0009-2467-779X
Joao Fernandes Floriano
Doutorando e Pós Doutorando em Ciências da Saúde pelo Centro internacional de Pesquisa Integralize
Orcid: https://orcid.org/0009-0000-5791-029X
RESUMO
OBJETIVO: Este artigo tem como objetivo apresentar e contextualizar as tecnologias de vigilância em saúde pública à luz do debate entre proteção coletiva e liberdades individuais. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, desenvolvido por meio de uma revisão narrativa da literatura, que analisou produções científicas e documentos institucionais publicados no período de 2024 a 2026. A busca bibliográfica foi realizada em bases de dados nacionais e internacionais de referência nas áreas de saúde pública, saúde digital, bioética e políticas de saúde, utilizando descritores controlados extraídos do DeCS e do MeSH, combinados por operadores booleanos. Os critérios de inclusão contemplaram estudos que abordassem explicitamente o uso de tecnologias digitais, inteligência artificial e governança de dados no contexto da vigilância em saúde pública. A análise dos dados ocorreu por meio de síntese narrativa e análise temática, permitindo identificar convergências e tensões nos discursos científicos e normativos. RESULTADOS: Os resultados evidenciam que a incorporação de tecnologias digitais ampliou a capacidade de monitoramento, análise e resposta a eventos sanitários, favorecendo intervenções mais ágeis e baseadas em dados. Entretanto, também foram identificados desafios éticos, regulatórios e sociais, como a opacidade algorítmica, limitações dos marcos legais existentes, riscos à privacidade e desigualdades na representação de populações vulnerabilizadas nos sistemas de informação. CONCLUSÃO: Conclui-se que as tecnologias de vigilância em saúde pública operam em uma interface complexa entre eficiência técnica e garantia de direitos, não sendo intrinsecamente protetivas ou restritivas. Sua legitimidade e efetividade dependem de modelos de governança que integrem inovação tecnológica, transparência, equidade e salvaguarda das liberdades individuais.
PALAVRAS-CHAVE: Equidade em Saúde; Privacidade de Dados; Saúde Pública; Tecnologia em Saúde; Vigilância em Saúde.