SÍFILIS EM GESTANTES NO NORDESTE BRASILEIRO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE 2015 A 2021
SÍFILIS EM GESTANTES NO NORDESTE BRASILEIRO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE 2015 A 2021
10.56161sci.ed.202312255R8, PDF.pdf
¹ João Gabriel Viana Melo; ¹ Maria Luíza Câmara Pires Beltrão.
¹ Faculdade Pernambucana de Saúde ? FPS, Pernambuco, Brasil.
10.56161/sci.ed.202312255R8
INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infectocontagiosa crônica, cujo agente etiológico e? a bactéria espiroqueta Treponema pallidum.A enfermidade pode evoluir com manifestações clínicas expressivas ou discretas, com períodos de latência, nos quais não há expressões sintomáticas. A principal forma de transmissão é a sexual, porém a vertical, que consiste na passagem do treponema da gestante para o feto, seja intraútero ou periparto também é muito importante. Isso porque a passagem da bactéria de genitora para filho ocorre quando não há tratamento ou quando ele é ineficaz e acaba proporcionando casos de sífilis congênita (SC) com altas taxas de morbimortalidade. Por essa razão, o Ministério da Saúde (MS) preconiza a realização de três exames VDRL, sendo dois durante o pré-natal e um no momento do parto, com o objetivo de rastrear e tratar as gestantes infectadas para evitar a transmissão materno-infantil. Historicamente, o Nordeste (NE) é a segunda região com mais casos de gestantes infectadas, nesse contexto, nota-se a importância de avaliar o perfil epidemiológico dessas mulheres. OBJETIVO: Identificar a epidemiologia dos casos notificados de sífilis em gestantes no NE do Brasil entre os anos de 2015 e 2021. MÉTODOS: E? um estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo com base nos dados de casos confirmados de infecção por sífilis em gestantes notificados no sistema de informação de agravos e notificações (SINAN) no NE no período de 2015 a 2021. As informações foram obtidas através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e as variantes foram: classificação clínica, escolaridade, faixa etária, raça e evolução para sífilis congênita. RESULTADOS: Foram notificados 69.148 casos no NE e mais que 50% foram classificados como sífilis primária ou latente. Além disso, 41% das gestações eram de pessoas com ensino fundamental completo e incompleto e 1% com ensino superior completo ou incompleto. Ademais, a maioria dos casos aconteceu em mulheres pardas (69%), com idade entre 20 e 39 anos (72%), e 62% das infecções resultaram em SC. CONCLUSÃO: Com base no estudo, percebe-se que pelo menos metade das gestantes se apresentam com um quadro clínico menos expressivo ou sem nenhuma expressão, o que ratifica a importância do rastreamento preconizado pelo MS. Para mais, entende-se que mulheres pardas e com baixa escolaridade representam a maioria dos diagnósticos. Por fim, percebe-se como um número expressivo de casos evolui para a SC, refletindo um tratamento ineficaz e/ou um diagnóstico tardio.
Palavras-chave: Sífilis, Epidemiologia, Gestantes.