SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA
SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA
WOMEN'S MENTAL HEALTH AS A COLLECTIVE HEALTH ISSUE
SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA.pdf
10.56161/sci.ed.20250527C4
Railson Pereira Farias
Graduando em Enfermagem pela Uniasselvi
Julia Lajús Mendes Cella
Médica pela Unicesumar
https://orcid.org/0000-0001-9690-9419
Maria Neuza da Silva Conceição
Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Santa Terezinha - Cest
Paula de Castro Padilha Giaconi
Graduanda em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES)
https://orcid.org/0009-0007-3395-431X
Thiago de Freitas França
Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery UFRJ
https://orcid.org/0009-0003-1811-7872
Franciane Machado dos Santos
Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Integrada da Amazônia- FINAMA
Reynold Sales Caleffi
Graduando em Medicina pelo Centro Universitário FAMETRO
https://orcid.org/0009-0000-7327-5943
João Gabriel Amin Sampaio
Graduando em Enfermagem pela Uniesamaz
Jeyse Mayara Fontes de oliveira
Graduanda em Enfermagem pela Finama
Emanuelle Ribeiro Lisboa Prasto Martins
Psicóloga pela Unigranrio e Mestranda em Psicologia Social pela Universidade Salgado de Oliveira- Universo
https://orcid.org/0009-0004-3140-0135
RESUMO
A saúde mental da mulher é atravessada por múltiplas camadas de invisibilidade, expressas pela negligência institucional, pelos estigmas sociais e pela fragmentação das políticas públicas. Este artigo tem como objetivo analisar a saúde mental feminina como uma questão de saúde coletiva, discutindo suas intersecções com desigualdade de gênero, direitos reprodutivos, violência e exclusão social. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da seleção de quinze artigos publicados entre 2020 e 2025, com base em descritores controlados do DeCS. A análise evidenciou que mulheres enfrentam maior prevalência de transtornos internalizantes, acentuada por fatores como sobrecarga doméstica, violência de gênero e negação de direitos sexuais e reprodutivos. A literatura revisada aponta falhas na formação de profissionais da saúde para o cuidado específico com mulheres em situação de vulnerabilidade, além da ausência de protocolos sensíveis à realidade psicossocial das pacientes. Verificou-se também a carência de integração entre serviços de saúde mental e atenção obstétrica, especialmente no cuidado perinatal e no atendimento de vítimas de violência íntima. Conclui-se que a saúde mental das mulheres deve ser compreendida como um fenômeno coletivo e interseccional, exigindo práticas assistenciais comprometidas com a justiça de gênero, a escuta qualificada e o fortalecimento dos direitos humanos.
Palavras-chave: Saúde Mental; Mulheres; Saúde Reprodutiva; Violência Contra a Mulher; Equidade em Saúde.