ARTIGO
30
Jun
2025
SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA

SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA

SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA

WOMEN'S MENTAL HEALTH AS A COLLECTIVE HEALTH ISSUE

SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA.pdf

10.56161/sci.ed.20250527C4

Railson Pereira Farias

Graduando em Enfermagem pela Uniasselvi

Julia Lajús Mendes Cella

Médica pela Unicesumar

https://orcid.org/0000-0001-9690-9419

Maria Neuza da Silva Conceição

Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Santa Terezinha - Cest

Paula de Castro Padilha Giaconi

Graduanda em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES)

https://orcid.org/0009-0007-3395-431X

Thiago de Freitas França

Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery UFRJ

https://orcid.org/0009-0003-1811-7872

Franciane Machado dos Santos

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Integrada da Amazônia- FINAMA

Reynold Sales Caleffi

Graduando em Medicina pelo Centro Universitário FAMETRO

https://orcid.org/0009-0000-7327-5943

João Gabriel Amin Sampaio

Graduando em Enfermagem pela Uniesamaz

Jeyse Mayara Fontes de oliveira

Graduanda em Enfermagem pela Finama

Emanuelle Ribeiro Lisboa Prasto Martins

Psicóloga pela Unigranrio e Mestranda em Psicologia Social pela Universidade Salgado de Oliveira- Universo

https://orcid.org/0009-0004-3140-0135

RESUMO
A saúde mental da mulher é atravessada por múltiplas camadas de invisibilidade, expressas pela negligência institucional, pelos estigmas sociais e pela fragmentação das políticas públicas. Este artigo tem como objetivo analisar a saúde mental feminina como uma questão de saúde coletiva, discutindo suas intersecções com desigualdade de gênero, direitos reprodutivos, violência e exclusão social. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da seleção de quinze artigos publicados entre 2020 e 2025, com base em descritores controlados do DeCS. A análise evidenciou que mulheres enfrentam maior prevalência de transtornos internalizantes, acentuada por fatores como sobrecarga doméstica, violência de gênero e negação de direitos sexuais e reprodutivos. A literatura revisada aponta falhas na formação de profissionais da saúde para o cuidado específico com mulheres em situação de vulnerabilidade, além da ausência de protocolos sensíveis à realidade psicossocial das pacientes. Verificou-se também a carência de integração entre serviços de saúde mental e atenção obstétrica, especialmente no cuidado perinatal e no atendimento de vítimas de violência íntima. Conclui-se que a saúde mental das mulheres deve ser compreendida como um fenômeno coletivo e interseccional, exigindo práticas assistenciais comprometidas com a justiça de gênero, a escuta qualificada e o fortalecimento dos direitos humanos.

Palavras-chave: Saúde Mental; Mulheres; Saúde Reprodutiva; Violência Contra a Mulher; Equidade em Saúde.