ARTIGO
02
Jun
2025

SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA

SAÚDE MENTAL DA MULHER COMO UMA QUESTÃO DE SAÚDE COLETIVA

WOMEN'S MENTAL HEALTH AS A COLLECTIVE HEALTH ISSUE

SAÚDE MENTAL DA MULHER.pdf

10.56161/sci.ed.20250527C4

Railson Pereira Farias

Graduando em Enfermagem pela Uniasselvi

Julia Lajús Mendes Cella

Médica pela Unicesumar

https://orcid.org/0000-0001-9690-9419

Maria Neuza da Silva Conceição

Graduanda em Enfermagem pelo Centro Universitário Santa Terezinha - Cest

Paula de Castro Padilha Giaconi

Graduanda em Medicina pela Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES)

https://orcid.org/0009-0007-3395-431X

Thiago de Freitas França

Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery UFRJ

https://orcid.org/0009-0003-1811-7872

Franciane Machado dos Santos

Graduanda em Enfermagem pela Faculdade Integrada da Amazônia- FINAMA

Reynold Sales Caleffi

Graduando em Medicina pelo Centro Universitário FAMETRO

https://orcid.org/0009-0000-7327-5943

João Gabriel Amin Sampaio

Graduando em Enfermagem pela Uniesamaz

Jeyse Mayara Fontes de oliveira

Graduanda em Enfermagem pela Finama

Emanuelle Ribeiro Lisboa Prasto Martins

Psicóloga pela Unigranrio e Mestranda em Psicologia Social pela Universidade Salgado de Oliveira- Universo

https://orcid.org/0009-0004-3140-0135

RESUMO
A saúde mental da mulher é atravessada por múltiplas camadas de invisibilidade, expressas pela negligência institucional, pelos estigmas sociais e pela fragmentação das políticas públicas. Este artigo tem como objetivo analisar a saúde mental feminina como uma questão de saúde coletiva, discutindo suas intersecções com desigualdade de gênero, direitos reprodutivos, violência e exclusão social. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir da seleção de quinze artigos publicados entre 2020 e 2025, com base em descritores controlados do DeCS. A análise evidenciou que mulheres enfrentam maior prevalência de transtornos internalizantes, acentuada por fatores como sobrecarga doméstica, violência de gênero e negação de direitos sexuais e reprodutivos. A literatura revisada aponta falhas na formação de profissionais da saúde para o cuidado específico com mulheres em situação de vulnerabilidade, além da ausência de protocolos sensíveis à realidade psicossocial das pacientes. Verificou-se também a carência de integração entre serviços de saúde mental e atenção obstétrica, especialmente no cuidado perinatal e no atendimento de vítimas de violência íntima. Conclui-se que a saúde mental das mulheres deve ser compreendida como um fenômeno coletivo e interseccional, exigindo práticas assistenciais comprometidas com a justiça de gênero, a escuta qualificada e o fortalecimento dos direitos humanos.

Palavras-chave: Saúde Mental; Mulheres; Saúde Reprodutiva; Violência Contra a Mulher; Equidade em Saúde.