SAÚDE COLETIVA FRENTE ÀS EMERGÊNCIAS SANITÁRIAS GLOBAIS
SAÚDE COLETIVA FRENTE ÀS EMERGÊNCIAS SANITÁRIAS GLOBAIS: LIÇÕES DA COVID-19, MONKEYPOX E ARBOVIROSES PARA VIGILÂNCIA, RESPOSTA RÁPIDA E COMUNICAÇÃO EM SAÚDE
PUBLIC HEALTH IN THE FACE OF GLOBAL HEALTH EMERGENCIES: LESSONS FROM COVID-19, MONKEYPOX, AND ARBOVIRUSES FOR SURVEILLANCE, RAPID RESPONSE, AND COMMUNICATION IN HEALTH
10.56161/sci.ed.20260204C21
Thainá Marques Rodrigues
Graduada em Enfermagem e com residência em Enfermagem Obstétrica pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Orcid: 0000-0003-4086-4412
Benedita Neida da Silva Flexa
Graduanda em Medicina
Diego Giambartholomei dos Santos Silva
Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal do Acre ? UFAC
Orcid: 0009-0002-5212-3910
Luciane Nunes Batista
Especialista em Saúde da família pela Universidade Estadual do Ceará
Diana Dionísio de Araújo Coutinho
Especialista
Matheus Falcão Santos Marinho
Especialista em Fisioterapia Traumato Ortopédica pela FAVENI
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-3495-9490
Roberta Correia Dos Santos
Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Faculdade Madre Thaís
Ana Paula Lelis Morais
Mestra em Gerontologia pela Universidade Federal de São Paulo
Orcid: https://orcid.org/0009-0005-3725-5773
Mykaelle Soares Lima
Mestra em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí
?Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2248-8097
Raniela Borges Sinimbu
Doutora em Ciências pela Pós-graduação em Medicina Tropical pelo Instituto Oswaldo Cruz Fiocruz
?Orcid: https://orcid.org/0000-0001-9521-1182
RESUMO
OBJETIVO: analisar, à luz das emergências sanitárias globais recentes, as lições extraídas para o fortalecimento da vigilância em saúde, da capacidade de resposta oportuna e da comunicação em saúde, contextualizando os desafios estruturais e institucionais enfrentados no Brasil. MÉTODOS: Trata-se de revisão integrativa, de abordagem qualitativa e caráter analítico-descritivo. As buscas ocorreram nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, BVS e Google Scholar, com utilização de descritores do DeCS e MeSH relacionados a emergências em saúde pública, vigilância em saúde, COVID-19, mpox, arboviroses e comunicação em saúde. Foram incluídas publicações de 2023 a 2026 que abordassem organização da vigilância, governança sanitária, resposta institucional e tecnologias digitais. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, sete estudos compuseram o corpus analítico. RESULTADOS: As evidências indicam que a COVID-19 expôs fragilidades na articulação federativa e na integração entre vigilância epidemiológica e organização assistencial. A mpox revelou disparidades regulatórias e limitações de infraestrutura laboratorial, especialmente em contextos de vulnerabilidade. As arboviroses evidenciaram a influência de determinantes ambientais, urbanização e mudanças climáticas na expansão vetorial. A incorporação de ferramentas digitais e inteligência artificial ampliou a capacidade de monitoramento, embora permaneça condicionada à estabilidade institucional e à qualificação técnica. CONCLUSÃO: Vigilância, resposta rápida e comunicação configuram dimensões interdependentes da proteção coletiva. A consolidação de sistemas resilientes requer investimento contínuo em infraestrutura, integração tecnológica, governança cooperativa e institucionalização permanente das lições aprendidas frente às emergências sanitárias contemporâneas.
PALAVRAS-CHAVE: Arboviroses; COVID-19; Emergências em Saúde Pública; Monkeypox; Vigilância em Saúde.