ARTIGO
05
Fev
2026
RACISMO ESTRUTURAL COMO DETERMINANTE INVISIBILIZADO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

RACISMO ESTRUTURAL COMO DETERMINANTE INVISIBILIZADO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

RACISMO ESTRUTURAL COMO DETERMINANTE INVISIBILIZADO NAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE

STRUCTURAL RACISM AS AN INVISIBLE DETERMINANT IN PUBLICHEALTH POLICIES

DOI: 10.56161/sci.ed.20260204C14

CAPÍTULO 14.pdf


Jozadake Petry Fausto

Doutoranda m Desenvolvimento Territorial na América Latinae Caribe pela UNESP

Orcid: https://orcid.org/0000-0001-5656-3337

Áurea de Fátima Farias Silva

Graduada em Enfermagem e Pós-graduada em Saúde da Mulher e Obstetrícia pela Faculdade de Goiana

Orcid: https://orcid.org/0009-0006-8373-406

Alexandrina Ferreirada Silva

Pós-graduada em Saúde Públicapela FABRA ? FBC

Luice da Hora Santosdo Lago

Pós-graduada em Gestão em Saúde pela UFRB - Universidade Federal do Recôncavo Baiano

Wenia Carla Ferreira Lima

Pós-graduada em Saúde da Família pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira- UNILAB

Elen PatríciaLicar da Silva

Pós-graduada em Gestão em Saúde pela Escola Pública do Maranhão

Elizabete Silva de Jesus Lopes

Mestra em SaúdeColetiva pela Universidade Estadual de Feira de Santana

Orcid: 0009-0002-3197-0977

Caio Eduardode Araujo Farias

Mestre em psicologia da saúde pela UEPB Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1048-2571

Cananosque Neto

Doutorando em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem pela Universidade Estadual Paulista com Apoio CAPES

Orcid: https://orcid.org/0009-0006-8783-5984

Camila Nunes Carvalho

Doutorado em Odontologia pela UFPE

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-2467-779X


RESUMO

O racismo estrutural configura-se como um fenômeno historicamente construído que organiza hierarquias raciais e produz desigualdades persistentes nas condições de vida, no acesso a direitos e nos resultados em saúde. No campo da saúde pública brasileira, esse processo atua como determinante social ao influenciar padrões de adoecimento, acesso aos serviços e continuidade do cuidado, mesmo em um sistema universal como o Sistema Único de Saúde (SUS). Diante desse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar o racismo estrutural como determinante invisibilizado nas políticas públicas de saúde, à luz de documentos normativos e evidências científicas, identificando implicações para a promoçãoda equidade no SUS. Trata-se de um estudo documental, de abordagem qualitativa e delineamento descritivo-analítico, realizado a partir da análise de políticas nacionais, portarias ministeriais, relatórios institucionais e artigos científicos publicados entre 2009 e 2025. As buscas foram conduzidas nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, bem como em repositórios oficiais do Ministério da Saúde, utilizando descritores relacionados a racismo, equidade racial e políticas públicas de saúde.Os resultados evidenciam que o racismoestrutural se expressade forma objetiva nos indicadores socioeconômicos, de trabalho, renda, moradia e acesso aos serviços de saúde, afetando de maneira desproporcional a população preta eparda. Observa-se que, apesar do reconhecimento normativo do racismo como determinante social da saúde, sua abordagem permanece limitada ou implícita nos processos de formulação, implementação e avaliação das políticas públicas, contribuindo para a manutenção das iniquidades raciais. Conclui-se que a invisibilização do racismo estrutural compromete a efetividade das políticas de saúde e limita a promoção da equidade no SUS, sendo necessária a incorporação explícita da dimensão racial como eixo estruturante das ações e estratégias institucionais.


PALAVRAS-CHAVE: Determinantes Sociais da Saúde; Equidade em Saúde; Políticas Públicas de Saúde; Racismo Estrutural; Sistema Único de Saúde.