PREVALÊNCIA DE ANSIEDADE EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS EM TEMPOS DE PANDEMIA

PREVALENCE OF ANXIETY IN UNIVERSITY STUDENTS IN TIMES OF PANDEMIC

PREVALÊNCIA DE ANSIEDADE EM ESTUDANTES.pdf

10.56161/sci.ed.202408267C9

Ana Carolina Dantas Rocha Cerqueira

Universidade Estadual da Paraíba

https://orcid.org/0000-0001-5782-3102

Katarina Antonino Queiroz

Hospital Geral de Serra Branca

https://orcid.org/0009-0004-8944-7331

Michelinne Oliveira Machado Dutra

Universidade Estadual da Paraíba

https://orcid.org/0000-0003-4066-8964

Rosilene Santos Baptista

Universidade Estadual da Paraíba

https://orcid.org/0000-0001-7400-7967

Carolina Pereira da Cunha Sousa

Universidade de Brasília

https://orcid.org/0000-0002-4457-6568

Edlene Régis Silva Pimentel

Universidade Federal de Campina Grande

https://orcid.org/0000-0003-0357-5825

Maria das Dores Fernandes Andrade

Hospital da Criança e do Adolescente de Campina Grande

https://orcid.org/0009-0001-8590-7175

Iana Mendes Viana

Hospital Municipal Dr. Edgley

https://orcid.org/0009-0009-0331-6389

Sandra dos Santos Sales

Centro Universitário Unifacisa

https://orcid.org/0000-0003-3561-0311

Matheus Figueiredo Nogueira

Universidade Federal de Campina Grande

https://orcid.org/0000-0002-5787-7861

RESUMO

Os transtornos ansiosos são os que mais comprometem os brasileiros, sendo a média de pessoas afetadas (9,3%) três vezes superior a nacional. Neste contexto, a população universitária desponta suscetibilidade devido as mudanças sociais, psicológicas, ambientais e acadêmicas que exigem adaptação a um novo papel. Soma-se a isto um aumento considerável da perturbação psicológica em tempos pandêmicos. OBJETIVO: Verificar a prevalência de ansiedade dos graduandos em tempos de pandemia e fatores associados. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa transversal e quantitativa realizada com 100 universitários. Os dados foram coletados em ambiente virtual online por meio da técnica Respondent Driven Sampling (RDS) durante o mês de setembro de 2021 após aprovação do Comitê de Ética, utilizando-se como instrumentos de coleta o Inventário de Ansiedade Beck (BAI) e um questionário de caracterização demográfica, socioeconômica, estudantil e relacionada a pratica de atividade física e sono. RESULTADOS: Dos estudantes avaliados, 25% possuíam ansiedade mínima, 22% leve, 23% moderada e 30% grave. Houve associação estatisticamente significante entre ter ansiedade grave e ser do sexo feminino (p = 0,038). Os sintomas ansiosos mais apontados como problema grave foram: nervoso (23%), medo que aconteça o pior (21%), medo de morrer (16%) e incapacidade de relaxar (14%). CONCLUSÃO: Foi elevada a prevalência de ansiedade grave na população estudada com considerável questão de gênero associada. Ressalta-se, pois, a importância de ofertar atendimento em saúde mental para esta população como forma de se promover melhor performance acadêmica, além de prevenir e auxiliar no tratamento da ansiedade, evitando a incidência de transtornos mais graves.

PALAVRAS-CHAVE: Ansiedade; estudantes; saúde mental; COVID-19