ARTIGO
21
Mar
2026

POTENCIALIDADES E LIMITES DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE INFANTOJUVENIL

POTENCIALIDADES E LIMITES DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NA PROMOÇÃO DA SAÚDE INFANTOJUVENIL

Strengths and Limitations of the School Health Program in Promoting Child and Adolescent Health

CAPÍTULO 34.pdf

10.56161/sci.ed.20260204C34


Isabella Gonçalves Ribeiro Vaz

Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário Atenas - UniAtenas

Joana Paula Carvalho Correa

Bacharel em Enfermagem pela Universidade Federal do Amazonas ? UFAM e Especialista em Saúde do trabalhador

Kalíope Ribeiro Lucas

Fisioterapeuta e Pós-graduada em Gestão em Saúde pela FioCruz

Ilana Sousa Cavalcante

Psicóloga pela Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco

Fernanda Rodrigues Prado

Especialista em Saúde da Família pela Unifesp

José Leal Rodrigues

Professor do Instituto Federal do Maranhão e Doutor em Química pela UFMG

Carlos Lopatiuk

Doutor em Ciências Sociais pela UEPG e Doutor em Desenvolvimento Comunitário pela UNICENTRO

Carla Emanuele Lopatiuk

Graduanda em Medicina pelo Centro Universitário Campo Real

Diego Rodrigues Castelhano

Biomédico pela Universidade do Sul de Santa Catarina

Elizabeth Ferreira da Rocha

Enfermeira Docente e Professora na UNINASSAU de Brasília e Diretora do Colégio Afirmativo e Educação Continuada na Plástika Brasília.


RESUMO

O presente estudo analisa as potencialidades e os limites do Programa Saúde na Escola (PSE) na promoção da saúde infantojuvenil, considerando sua configuração normativa recente e sua materialização no contexto da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de pesquisa qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica com recorte temporal entre 2023 e 2025 e em análise documental de portarias ministeriais e notas técnicas que regulamentam os ciclos 2023/2024 e 2025/2026 do programa. A busca bibliográfica foi realizada nas bases BVS, SciELO, Portal CAPES e Google Acadêmico, utilizando descritores relacionados à saúde escolar, intersetorialidade e promoção da saúde. Os resultados indicam que o PSE apresenta avanços significativos no fortalecimento da intersetorialidade entre saúde e educação, na ampliação do monitoramento das ações e na incorporação de temáticas contemporâneas, como saúde mental e prevenção de violências. Entretanto, persistem desafios relacionados à sobrecarga das equipes da Atenção Primária, à fragilidade da governança local e à dificuldade de consolidação de práticas intersetoriais contínuas. Conclui-se que o programa possui relevância estratégica para a promoção da saúde de crianças e adolescentes, embora sua efetividade dependa do fortalecimento institucional, da qualificação permanente das equipes e da consolidação de mecanismos avaliativos que garantam sustentabilidade e impacto territorial.

PALAVRAS-CHAVE: Saúde Escolar; Promoção da Saúde; Atenção Primária à Saúde; Intersetorialidade; Saúde da Criança.