ARTIGO
26
Dez
2023
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR TUBERCULOSE NO CEARÁ ENTRE 2011 A 2021

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR TUBERCULOSE NO CEARÁ ENTRE 2011 A 2021

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS POR TUBERCULOSE NO CEARÁ ENTRE 2011 A 2021

10.56161sci.ed.202312255R7, PDF.pdf

¹ Francisco Lucas Aragão Freire; ² Antonio Tiago da Silva Souza

¹ Universidade Estadual do Piauí ? UESPI, Piauí, Brasil; ² Universidade Federal do Piauí - UFPI, Piauí, Brasil.

Eixo Temático: Infectologia

E-mail do Autor: flucasaragao250@gmail.com

Orcid do Autor: 0009-0008-4862-3131

10.56161/sci.ed.202312255R7


INTRODUÇÃO: A tuberculose (TB) é considerada uma doença infectocontagiosa, que possui como agente etiológico a bactéria Mycobacrium tuberculoses, que também é conhecida como bacilo de Koch, sendo transmitida principalmente por gotículas de aerossóis. Geralmente, no início da doença não causa sintomas, o que contribui para que a TB contamine mais pessoas, sendo um dos grandes problemas que impedem que tal doença desapareça, pois até os sintomas aparecerem e a pessoa infectada iniciar o tratamento, certamente já infectou muitas outras pessoas, por isso ainda na atualidade é tão prevalente em vários países. No Brasil, ainda gera muitos gastos na saúde, pois o tratamento dura em média seis meses, com associação de vários medicamentos. Por ser uma doença bastante prevalente no Brasil e ainda ser uma doença de notificação compulsória, este estudo se revela importante, pois busca descobrir o perfil epidemiológico da população cearense acometida pelo bacilo de Koch. OBJETIVO: Determinar as características epidemiológicas e a distribuição espaço-temporal dos óbitos por tuberculose no estado do Ceará entre 2011 a 2021. MÉTODOS: Trata-se de um estudo ecológico em que foram analisados os óbitos por tuberculose, que ocorreram na população residente do estado do Ceará, divulgados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no período de 2011 a 2021, e que foram retirados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foi usada a estatística univariada para a análise descritiva, já para a análise espacial, temporal e realização de cálculo de taxas de mortalidade e mapas, os softwares Tabwin e Microsoft Excel, nesta ordem. Por se tratar de dados de fonte secundária, não houve necessidade de submeter ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP). RESULTADOS: No período em análise foram divulgados 2.298 óbitos por TB no Ceará. Com base nos dados obtidos, houve predomínio do sexo masculino (1.603; 69,76%), dos pardos (1.778; 77,37%), da faixa etária de 60 anos ou mais (977; 42,52%), de escolaridade de 1 a 3 anos (679; 29,55%), dos solteiros (1.127; 49,04%) e do local de ocorrência mais comum o hospital (1.623; 70,63%). Em relação às cinco macrorregiões de saúde do Ceará, as que apresentaram maiores óbitos, em ordem decrescente foram: Fortaleza (1.586; 69,05%), Sobral (287; 12,49%), Cariri (273; 11,88%), Sertão Central (101; 4,40%) e Litoral Leste/Jaguaribe (50; 2,18%). Ademais, foi constatada tendência linear decrescente de óbitos ao longo do período analisado (R²=0,3503). CONCLUSÃO: Percebe-se que a TB é uma doença que vem apresentando tendência decrescente de mortes nos últimos 11anos, porém ainda é motivo de preocupação devido sua alta prevalência. A população do Ceará mais acometida no período analisado foi de 60 anos ou mais, do sexo masculino, de baixa escolaridade e dos pardos. São necessárias medidas que consigam reduzir a TB de tal modo que diminua a prevalência e mortalidade por essa doença, para que deixe de ser considerado um problema de saúde pública.

Palavras-chave: Análise espacial, Mortalidade, Tuberculose.