PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ÓBITOS POR HIV/AIDS NO BRASIL UTILIZANDO DADOS DO DATASUS DE 2015 A 2022
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ÓBITOS POR HIV/AIDS NO BRASIL UTILIZANDO DADOS DO DATASUS DE 2015 A 2022
10.56161sci.ed.202312255R9, PDF.pdf
¹ João Gabriel Viana Melo; ¹ Maria Luíza Câmara Pires Beltrão.
¹ Faculdade Pernambucana de Saúde ? FPS, Pernambuco, Brasil.
Eixo Temático: Infectologia
E-mail do Autor: gabrielviana2505@gmail.com
Orcid do Autor: 0000-0003-2791-7399
10.56161/sci.ed.202312255R9
INTRODUÇÃO: A infecção por HIV transcende barreiras geográficas, sociais e econômicas afetando indivíduos de diversas faixas etárias, sem distinção de sexo, gênero ou orientação sexual. A supressão do sistema imunológico causada pelo vírus alinhada a falta de tratamento com antirretrovirais (TARV) aumentam significativamente o risco de contrair infecções oportunistas como candidíase de traqueia ou criptococose extrapulmonar e consequentemente aumenta as chances de óbito associado à infecção. Nesse contexto, o acometimento pelo vírus apresenta um desafio importante em termos de saúde pública devido às complicações associadas e aos altos custos envolvidos. Dessa forma, é preocupante notar que desde o início da epidemia de AIDS (1980) até o final de 2020, foram notificados no Brasil 360.323 óbitos, nos quais HIV/AIDS está citado como causa básica, o que destaca, assim, a urgência de abordar essa situação. OBJETIVO: Identificar a epidemiologia dos óbitos causados por HIV/AIDS no Brasil entre os anos de 2015 e 2022. MÉTODOS: E? um estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo com base nos dados de óbitos por HIV/AIDS no Brasil durante o período de 2015 a 2022, que foram obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram colhidas informações de pacientes de todas as faixas etárias, de ambos os sexos e as variáveis foram: região do país, raça/etnia, local de internação, sexo biológico e idade. RESULTADOS: A quantidade de óbitos por HIV/AIDS no Brasil foi: Norte (3.679); Nordeste (7.513); Sul (5.256); Sudeste (8.339); Centro-oeste (1.736). Dentre esses, aproximadamente 30% tinham entre 40 e 49 anos de idade e o sexo masculino representava aproximadamente 70%. No país, cerca de 45% das mortes foram indivíduos de etnia preta ou parda e mais de 90% dos óbitos ocorreram em atendimentos de emergência. CONCLUSÃO: Com base neste estudo, torna-se evidente que a assistência à saúde de pacientes com HIV/AIDS possuiu uma grande diferença de acordo com a região do Brasil, uma vez que a região Nordeste apresenta o número de óbitos quatro vezes maior em comparação à região Centro-Oeste. Além disso, fica claro que o acesso ao tratamento, que é a principal forma de evitar o óbito e as complicações associadas à infecção não é igual para toda a população brasileira. Portanto, é crucial a adoção de políticas públicas e a participação ativa dos profissionais de saúde visando aprimorar o suporte e o acesso à saúde em todo o território brasileiro.
Palavras-chave: Epidemiologia, HIV, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Morte.