PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS DE HANSENÍASE NO ESTADO DO ACRE, NO PERÍODO DE 2020-2022
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE CASOS DE HANSENÍASE NO ESTADO DO ACRE, NO PERÍODO DE 2020-2022
10.56161sci.ed.202312255R3, PDF.pdf
Carina Tojal Páscoa Barbosa1; Adriele Fontinele Sales1; Gabriel Fernandes Santos1; Mateus Castro de Souza1; Alex Souza de Lima1; Agatha Luiza Hoepers Targino1; João Pedro Braidi Moura1; Maurício Barbosa de Oliveira Filho1; João Victor Batista Pires1; Ildercílio Mota de Souza Lima2
1Graduando em Medicina: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil; 2Professor: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil;
Eixo Temático: Infectologia
E-mail do Autor: carinatojal@gmail.com
Orcid do Autor: 0009-0001-39792397
10.56161/sci.ed.202312255R3
INTRODUÇÃO: A Hanseníase é uma doença crônica infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente os nervos periféricos, pele e mucosas, sendo sua principal forma de transmissão a eliminação de bacilos pelo aparelho respiratório superior. Além dos danos permanentes e incapacitantes que a patologia pode ocasionar em casos de diagnóstico tardio, a doença também traz consigo um estigma e discriminação social que expõe o portador a sofrimento psíquicos. Constitui-se como um problema de saúde pública no Brasil pois apesar de seu fácil tratamento e prevenção, o país ocupa a 2ª posição mundial entre os países que mais registram casos novos (BRASIL, 2023). Portanto, caracterizar o perfil epidemiológico dessa doença no estado Acre, contribui para elaboração de políticas públicas eficazes contra o avanço da doença. OBJETIVO: Comparar as características epidemiológicas da hanseníase no estado do Acre nos anos de 2020 a 2022. MÉTODOS: Trata de um estudo quantitativo e descritivo com avaliação de dados de notificações compulsórias, dos anos de 2020, 2021 e 2022, obtidas a partir do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em ativa para a monitoração de casos de hanseníase desde 2001. Esses dados foram organizados em tabelas do aplicativo "Google Sheets" para análise e comparação entre os anos abordados. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No estado do Acre, durante o período analisado houveram 405 novos casos de Hanseníase. Em 2020, foram registrados 99 casos, e desse ano até 2022 houve um aumento de 109,9%, totalizando 207 novos casos. A região do estado com maior número de casos em ordem decrescente: Baixo Acre (57,53%), Juruá (25%) e Alto Acre (17,53%). Ao analisar a raça, as pessoas pardas predominam os casos com 350 diagnósticos (86,42%) Quanto à faixa etária, o grupo de 20 a 49 anos foi o mais afetado com 244 casos, seguido do grupo de 50 a 79 anos com 116 ocorrências. Os homens são o gênero mais acometido totalizando 262 casos (64,69%), enquanto nas mulheres, foram identificados apenas 35,31% das ocorrências. Já entre as formas clínicas da doença, a mais prevalente no estado do Acre é a Dimorfa com aproximadamente 70,12% da totalidade de casos, enquanto as outras formas como Virchowiana (19,26%) e Tuberculóide (6,17%) não são tão expressivas na população. CONCLUSÃO: O aumento expressivo de novos casos a cada ano indica a baixa cobertura e proficiência dos serviços de saúde e seus profissionais em prevenir, tratar e reconhecer sinais e sintomas característicos da patologia para realização do diagnóstico precoce. Os dados também demonstram como a hanseníase surge como um obstáculo à saúde pública, simultaneamente reiteram a necessidade de ajustes operacionais, principalmente na atenção primária, para amparar e evitar sequelas incapacitantes para comunidade acreana.
PALAVRAS-CHAVE: Hanseníase; Acre; Perfil Epidemiológico;