PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS VÍTIMAS DA INSTABILIDADE DO SOLO NOS BAIRROS AFETADOS PELA EXTRAÇÃO DE SAL-GEMA
PERFIL EPIDEMIOLOGICO DAS VÍTIMAS DA INSTABILIDADE DO SOLO NOS BAIRROS AFETADOS PELA EXTRAÇÃO DE SAL-GEMA
10.56161/sci.ed.20240221c28
Mestranda em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas ? UFAL.
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-8876-5352
Profa. Dra. Verônica de Medeiros Alves, Universidade Federal de Alagoas ? UFAL.
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-4343-2941
Matheus William de Oliveira Melo
Graduando em Enfermagem Universidade Federal de Alagoas ? UFAL.
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0004-9292-4370
Graduando em Enfermagem, Universidade Federal de Alagoas ? UFAL
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-5737-1692
RESUMO
INTRODUÇÃO: Em 2018 identificou-se o surgimento de fraturas no solo e em edifícios nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Estudos geológicos apontaram uma desestabilização das cavidades provenientes da extração de sal-gema. Devido ao risco iminente de afundamento do solo, as autoridades competentes iniciaram o processo de realocação dos moradores que viviam nas áreas de risco. Alguns relatos de sofrimento emocional foram identificados em noticiários e redes sociais após a realocação obrigatória que vivenciaram. OBJETIVO: Identificar o perfil epidemiológico das pessoas vítimas da instabilidade do solo nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, localizados na cidade de Maceió, Alagoas. MÉTODO: Trata-se de estudo quantitativo, descritivo-analítico e transversal. Os critérios de inclusão são: indivíduos maiores de 18 anos, que moravam nos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro em Maceió-Alagoas, em residências que foram desocupadas devido à instabilidade do solo. Para recrutamento dos participantes foi disponibilizado um link na rede social Instagram©, com convite para participar da pesquisa, que foi realizada através de questionário na plataforma Questionpro©. Os dados resultantes da coleta foram inseridos no software SPSS versão 23.0. Foi utilizado questionário de identificação e dados sociodemográficos. RESULTADOS: 191 pessoas participaram do estudo. A média de idade foi 41,85 anos com predominância do sexo feminino, etnia parda/preta, os níveis de escolaridade variaram entre superior incompleto, completo e pós-graduação, a ocupação predominante foi de servidor público. 114 residiam no Pinheiro. As doenças mais citadas pelos moradores foram: transtornos ansiosos, depressão, hipertensão e diabetes. A autopercepção da saúde física e mental teve uma piora após a realocação. CONCLUSÃO: Desastres, como o de Maceió, representam desafios para a saúde. A realocação evitou mortes, mas impactou a saúde física e mental. Cuidados a curto, médio e longo prazo são essenciais, com ênfase na atuação da Rede de Atenção Psicossocial para garantir cuidado integral e acessível à população afetada.
PALAVRAS-CHAVE: Desastres provocados pelo homem; vítimas de desastres; efeitos de desastres na saúde; transtornos mentais.