ARTIGO
24
Dez
2024
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA DE 2015 A 2023, E A META DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE PARA 2030

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA DE 2015 A 2023, E A META DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE PARA 2030

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA DE 2015 A 2023, E A META DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE PARA 2030

EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF CONGENITAL SYPHILIS FROM 2015 TO 2023 AND THE WORLD HEALTH ORGANIZATION'S GOAL FOR 2030

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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS CONGÊNITA.pdf

10.56161/sci.ed.20241227C6


Louise Kamada

Hospital Infantil Joana de Gusmão

Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7690-5058

Juliano Guimarães

Hospital Infantil Joana de Gusmão

Orcid: https://orcid.org/0009-0008-1666-2275

RESUMO

O estudo descreve o perfil epidemiológico da sífilis congênita (SC) no Brasil entre 2015 e 2023 e analisa os desafios para atingir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir a incidência de SC para ?50 casos por 100.000 nascidos vivos até 2030. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), indicando 238.711 casos no período, com a região Sudeste registrando as maiores taxas, enquanto Norte e Centro-Oeste apresentaram os menores valores. As mães de raça parda foram as mais afetadas em todas as regiões e anos analisados. Apesar de aproximadamente 80% das gestantes realizarem pré-natal, falhas no tratamento materno e a alta taxa de parceiros não tratados (entre 47% e 62%) representam barreiras significativas. A região Norte apresentou o maior percentual de gestantes sem pré-natal (18%). A persistência da SC reflete problemas no acesso e na qualidade dos serviços de saúde. O estudo destaca que, embora estratégias nacionais, como a certificação de boas práticas e a busca ativa de parceiros, tenham sido implementadas, o Brasil ainda apresenta taxas muito superiores às metas da OMS. A eliminação da SC depende de melhorias no tratamento, adesão ao pré-natal e cobertura eficaz dos parceiros sexuais através de intervenções mais robustas.


PALAVRAS-CHAVE: Sífilis congênita; perfil de saúde; saúde pública; transmissão vertical de doenças infecciosas

6. REFERÊNCIAS

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