PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE POR TUBERCULOSE NO ESTADO DO ACRE NO PERÍODO DE 2012-2022
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MORTALIDADE POR TUBERCULOSE NO ESTADO DO ACRE NO PERÍODO DE 2012-2022
10.56161sci.ed.202312255R16, PDF.pdf
Mateus Castro de Souza1, Alex Souza de Lima1, Ágatha Luiza Hoepers Targino1, João Pedro Braidi Moura1, João Victor Batista Pires1, Adriele Fontinele Sales1, Gabriel Fernandes Santos1, Carina Tojal Páscoa Barbosa1, Maurício Barbosa de Oliveira Filho1, Ildercílio Mota de Souza Lima2
1 Graduando em Medicina: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil;
2 Professor: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil;
Eixo Temático: Infectologia
E-mail do Autor: mateusprofissional12@gmail.com
Orcid do Autor: 0009-0005-6167-875X
10.56161/sci.ed.202312255R16
INTRODUÇÃO: A tuberculose é uma doença infecciosa crônica que tem o Mycobacterium tuberculosis como principal agente etiológico. Embora seja uma das patologias mais antigas relatadas, a tuberculose ainda é uma doença de impacto social, sendo uma das enfermidades com potencial de mortalidade. OBJETIVOS: Caracterizar o perfil epidemiológico da mortalidade por tuberculose no estado do Acre entre 2012-2022. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo descritivo em que foram analisados dados secundários sobre os óbitos por tuberculose ocorridos no estado do Acre, coletados no banco de dados do Sistema de Informações de Agravos e de Notificações (SINAN), mediante a plataforma openDATADUS, entre os anos de 2012 e 2022. Assim, foram encontrados 114 óbitos os quais foram tabulados e calculados no programa Microsoft Office Excel. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante o período de 2012 e 2022, ocorreram 114 casos fatais de tuberculose no estado do Acre. Ao analisar a distribuição por faixa etária desses casos, observa-se que o grupo de 40 a 59 anos foi o mais afetado, contabilizando 46 óbitos (40,3%), seguido pelo intervalo de 20 a 39 anos, com 31 casos fatais (27,2%). Quanto à disparidade de gênero, os homens apresentaram um número significativamente maior de óbitos, totalizando 73 (64,0%), em comparação com as mulheres, que contaram 41 casos (36,0%). Analisando as características étnicas, a população de cor parda foi a mais impactada, com 90 (79,0%) dos 114 óbitos totais. Em relação à escolaridade, aqueles que não completaram o ensino fundamental I lideram em número de óbitos, com 28 casos (24,6%), seguidos pelos analfabetos, totalizando 23 óbitos (20,2%). Dentre os catalogados, apenas 2 (1,8%) eram profissionais da saúde. Quanto à forma de apresentação da tuberculose, 99 casos (86,8%) foram classificados como tuberculose pulmonar, 11 (9,6%) como tuberculose extrapulmonar e 4 (3,5%) como uma combinação de ambas. Esses resultados detalham as tendências e distribuições dos óbitos por tuberculose, destacando grupos específicos que demandam atenção prioritária. O maior número de óbitos nas faixas etárias que representam a fase adulta sugere que uma maior interação social predispõe esses indivíduos a uma taxa de mortalidade maior. Além disso, observa-se uma prevalência maior entre os homens, o que pode ser explicado pela propensão desse público ao abuso de álcool, uso de drogas, infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e outras doenças pulmonares, levando a uma piora do quadro de tuberculose. A complexidade da tuberculose, aliada à propensão à não adesão ao tratamento, amplifica o risco de óbitos, especialmente entre os indivíduos predominantemente não alfabetizados. Em contrapartida, profissionais da saúde que, em grande maioria, possuem conhecimento sobre prevenção e importância do tratamento da tuberculose, apresentaram um número quase nulo de óbitos. Com relação a forma de apresentação, o maior número de óbitos foi por tuberculose pulmonar, o que reforça sua prevalência e letalidade. CONCLUSÃO: A análise dos dados revelou que os indivíduos mais suscetíveis a óbitos por tuberculose situam-se na faixa etária de 20 a 59 anos, sendo predominantemente do sexo masculino, com nível de escolaridade até o ensino fundamental I incompleto e afetados por tuberculose pulmonar. O entendimento das características demográficas dos grupos mais afetados por essa condição mortal é crucial para a implementação de abordagens adequadas, incluindo tratamento específico e estudos aprofundados quando necessário.
PALAVRAS CHAVE: Perfil epidemiológico; Tuberculose; Mortalidade; Óbitos;