PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ- UMA ANÁLISE DOS ANOS 2023 E 2024

EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF MALARIA IN THE STATE OF PARÁ - AN ANALYSIS OF THE YEARS 2023 AND 2024

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA NO ESTADO DO PARÁ.pdf

10.56161/sci.ed.20250527C8

Yasmim Freitas Leal

Pós-graduanda em CCIH, Faculdade Iguaçu.

https://orcid.org/0009-0003-4727-1705

Alba Lucia Morais Oliveira

Graduada em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0000-7720-0818

Alessandra Santos dos Santos

Graduanda em Biomedicina, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0002-3737-9221

Ana Cecilia Soares de Lima

Graduada em Enfermagem, FIBRA.

https://orcid.org/0009-0004-8339-876X

Bruna Julianny Barata Costa

Graduanda em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0002-1041-0399

Letícia Cabral Costa

Graduada em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0007-2986-8902

Marcus Vinicius De Souza Pereira

Graduando em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0006-4671-5716

Maria Aparecida Duarte de Sousa

Graduada em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0001-2688-1008

Paulo Oliveira Lopes Neto

Graduando em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0007-5955-9529

Gisele Costa Borges

Graduada em Enfermagem, UNAMA.

https://orcid.org/0009-0006-1069-1396

RESUMO

Introdução: A malária é uma doença infecciosa febril aguda causada por protozoários do gênero Plasmodium e transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Anopheles. No Brasil, a malária é transmitida principalmente na região Amazônica, que responde por mais de 99% dos casos contraídos localmente. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa e retrospectiva, cujo objetivo foi analisar o perfil epidemiológico da malária no estado do Pará entre 2023 e 2024. Para isso, foram utilizados dados secundários provenientes do Ministério da Saúde. Resultados e Discussão: Em 2024, houve crescimento de casos em determinados municípios como Bagre, Chaves, Altamira, Afuá e Alenquer, enquanto outros, como Anajás e Breves, sofreram redução nas notificações.
A faixa etária de 20 a 29 anos continuou sendo a mais afetada. Em relação ao sexo, a doença era levemente mais recorrente no masculino em 2023, porém em 2024 houve inversão, sendo o feminino o mais afetado. A evolução da doença revela tanto zonas de maior vulnerabilidade quanto mudança no perfil populacional afetado. Fatores como desmatamento, más condições habitacionais, desigualdade social e falta de assistência médico-sanitária ajudam a perpetuar a doença. A maior incidência nas comunidades ribeirinhas, indígenas e nas comunidades que vivem da agricultura, extrativismo e garimpagem revela uma ligação entre a doença e determinados modos de vida e trabalho. Conclusão: A doença ainda constitui um desafio de saúde pública, exigindo estratégias de controle permanente, como vigilância, tratamento precoce, combate ao mosquito transmissor e medidas de educação em saúde junto às comunidades.

PALAVRAS-CHAVE: Malária; Vetores de doenças; Transmissão de doenças infecciosas; Epidemiologia.