PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO BRASIL: UMA DÉCADA DE ANÁLISE
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO BRASIL: UMA DÉCADA DE ANÁLISE
EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF DENGUE IN BRAZIL: A DECADE OF ANALYSIS
10.56161/sci.ed.20260204C18
João Fernandes Floriano
Doutorando e pós-doutorado em Ciências da Saúde pelo Centro Internacional de Pesquisa Integralize
https://orcid.org/0009-0000-5791-029X
Carla Patrícia de Carvalho Oliveira
Universidade Federal do Piauí
https://orcid.org/0000-0002-0336-3347
Samara Adrião de Oliveira
Universidade Anhembi Morumbi- Campos São José dos Campos
https://orcid.org/0000-0001-9150-7779
Camila Nunes Carvalho
Odontologia ? UFAL
https://orcid.org/0009-0009-2467-779X
Vivianne Martins de Alfaia
Ciências da Terra (Ufopa)
https://orcid.org/0000-0003-3895-5040
Gisele Soares de Souza
Mestre em Ciências pelo Programa de Entomologia em Saúde Pública, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP- USP)
https://orcid.org/0009-0002-3568-0205
Marcos Danilo Saboia Mesquita
Enfermeiro pelo Centro de Ensino Tecnológico de Teresina (CET)
Camila Cordeiro Caxias
Biomédica - Centro universitário Leonardo da Vinci FAIEP UNIASSELVI
Rafael Furlanetto
Graduação em Medicina pela UFFS
https://orcid.org/0009-0004-3537-9433
Juliana Menezes Neves Jennings
Universidade Federal do Para
https://orcid.org/0009-0009-9623-6280
Ana Carolina Alves de Andrade Silva
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
https://orcid.org/0009-0006-1371-256X
Avelar Alves da Silva
Universidade Federal do Piauí
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-0306-251X
RESUMO
A dengue permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, apresentando comportamento epidêmico cíclico e ampla distribuição territorial. Este estudo objetivou analisar o perfil epidemiológico dos casos prováveis de dengue no Brasil, no período de 2016 a 2025, com ênfase na distribuição temporal, espacial e nos desfechos clínicos. Trata-se de estudo ecológico, de abordagem quantitativa, com componentes descritivo, temporal e espacial, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram incluídos todos os casos prováveis notificados no período, analisados segundo sexo, escolaridade, faixa etária, sorotipo viral, ano de notificação e macrorregião. Realizou-se análise descritiva mediante cálculo de frequências absolutas e relativas, com estimativa de intervalos de confiança de 95% (IC95%) pelo modelo binomial aproximado. Razões de proporção foram empregadas para comparação entre categorias sociodemográficas. A tendência temporal foi avaliada por regressão linear simples, considerando o ano como variável independente, com estimativa do coeficiente angular (?), IC95%, valor de p e coeficiente de determinação (R²). No período analisado, foram registrados mais de 16 milhões de casos, com pico expressivo em 2024, configurando o maior número da série histórica. A maioria dos casos evoluiu para cura, com baixa taxa de letalidade, embora se tenha observado proporção relevante de registros ignorados em algumas variáveis. A análise espacial evidenciou heterogeneidade regional na magnitude dos casos e na circulação dos sorotipos. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica, melhoria da completude das notificações e intensificação das estratégias de controle, especialmente em contextos epidêmicos.
Palavras-chave: Dengue; Epidemiologia; Vigilância epidemiológica; Série temporal; Análise espacial.