ARTIGO
19
Fev
2026
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO BRASIL: UMA DÉCADA DE ANÁLISE

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO BRASIL: UMA DÉCADA DE ANÁLISE

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO BRASIL: UMA DÉCADA DE ANÁLISE

EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF DENGUE IN BRAZIL: A DECADE OF ANALYSIS

CAPÍTULO 18.pdf

10.56161/sci.ed.20260204C18


João Fernandes Floriano

Doutorando e pós-doutorado em Ciências da Saúde pelo Centro Internacional de Pesquisa Integralize

https://orcid.org/0009-0000-5791-029X

Carla Patrícia de Carvalho Oliveira

Universidade Federal do Piauí

https://orcid.org/0000-0002-0336-3347

Samara Adrião de Oliveira

Universidade Anhembi Morumbi- Campos São José dos Campos

https://orcid.org/0000-0001-9150-7779

Camila Nunes Carvalho

Odontologia ? UFAL

https://orcid.org/0009-0009-2467-779X

Vivianne Martins de Alfaia

Ciências da Terra (Ufopa)

https://orcid.org/0000-0003-3895-5040

Gisele Soares de Souza

Mestre em Ciências pelo Programa de Entomologia em Saúde Pública, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP- USP)

https://orcid.org/0009-0002-3568-0205

Marcos Danilo Saboia Mesquita

Enfermeiro pelo Centro de Ensino Tecnológico de Teresina (CET)

Camila Cordeiro Caxias

Biomédica - Centro universitário Leonardo da Vinci FAIEP UNIASSELVI

Rafael Furlanetto

Graduação em Medicina pela UFFS

https://orcid.org/0009-0004-3537-9433

Juliana Menezes Neves Jennings

Universidade Federal do Para

https://orcid.org/0009-0009-9623-6280

Ana Carolina Alves de Andrade Silva

Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

https://orcid.org/0009-0006-1371-256X

Avelar Alves da Silva

Universidade Federal do Piauí

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-0306-251X


RESUMO

A dengue permanece como importante problema de saúde pública no Brasil, apresentando comportamento epidêmico cíclico e ampla distribuição territorial. Este estudo objetivou analisar o perfil epidemiológico dos casos prováveis de dengue no Brasil, no período de 2016 a 2025, com ênfase na distribuição temporal, espacial e nos desfechos clínicos. Trata-se de estudo ecológico, de abordagem quantitativa, com componentes descritivo, temporal e espacial, utilizando dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram incluídos todos os casos prováveis notificados no período, analisados segundo sexo, escolaridade, faixa etária, sorotipo viral, ano de notificação e macrorregião. Realizou-se análise descritiva mediante cálculo de frequências absolutas e relativas, com estimativa de intervalos de confiança de 95% (IC95%) pelo modelo binomial aproximado. Razões de proporção foram empregadas para comparação entre categorias sociodemográficas. A tendência temporal foi avaliada por regressão linear simples, considerando o ano como variável independente, com estimativa do coeficiente angular (?), IC95%, valor de p e coeficiente de determinação (R²). No período analisado, foram registrados mais de 16 milhões de casos, com pico expressivo em 2024, configurando o maior número da série histórica. A maioria dos casos evoluiu para cura, com baixa taxa de letalidade, embora se tenha observado proporção relevante de registros ignorados em algumas variáveis. A análise espacial evidenciou heterogeneidade regional na magnitude dos casos e na circulação dos sorotipos. Os achados reforçam a necessidade de fortalecimento da vigilância epidemiológica, melhoria da completude das notificações e intensificação das estratégias de controle, especialmente em contextos epidêmicos.

Palavras-chave: Dengue; Epidemiologia; Vigilância epidemiológica; Série temporal; Análise espacial.