O IMPACTO DO TEA NA SAÚDE MENTAL MATERNA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
O IMPACTO DO TEA NA SAÚDE MENTAL MATERNA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
THE IMPACT OF TEA ON MATERNAL MENTAL HEALTH: A LITERATURE REVIEW
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10.56161/sci.ed.20250829C9
Jéssica França Mendonça
Graduada em Psicologia
Sarah Góes Barreto da Silva Moreira
Doutora em Ciências da Saúde
Ruan Santos de Souza
Graduando de Enfermagem
Maria Gorete dos Santos
Enfermeira Especialista em Educação Permanente
Mirza da Costa Lopes
Pós Graduada em ABA
Fabiola Pessôa Figueira de Sá
Doutoranda em Enfermagem e Biociências
Luiza Helena Da Paixão Cabral
Pós graduação em Estomaterapia
Maiton Bernardelli
Doutor em Saúde Coletiva
Deusivam Sotério Filho
Graduado em Odontologia
Maria Vilani Maia Sequeira
Mestre em Psicologia
RESUMO:
INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta não apenas a vida da criança diagnosticada, mas também a dinâmica familiar, com destaque para os impactos na saúde mental materna. A maternidade atípica é frequentemente permeada por sentimentos de culpa, frustração, luto simbólico e exaustão psíquica, evidenciando a necessidade de atenção específica às demandas dessas mulheres. OBJETIVO: Revisar a literatura científica recente sobre os impactos do TEA na saúde mental materna, identificando os principais fatores de risco e proteção envolvidos na experiência de cuidado. METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura realizada nas bases SciELO, PubMed, BVS, LILACS e Google Scholar, contemplando publicações entre 2019 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos que abordassem de forma direta aspectos emocionais e psicológicos da maternidade de crianças com TEA. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os estudos analisados indicam que mães de crianças com TEA enfrentam elevados níveis de sofrimento psicológico, incluindo sintomas depressivos, ansiedade e sobrecarga emocional, intensificados pela ausência de redes de apoio e pela invisibilidade social de suas vivências. Sentimentos ambíguos em relação à maternidade e dificuldades de adaptação à nova rotina são comuns, especialmente nos casos de diagnóstico recente. CONCLUSÃO: Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas sensíveis, intersetoriais e direcionadas ao cuidado integral dessas mães, além da valorização de suas experiências como sujeitos ativos no processo de cuidado. Reconhecer o impacto do TEA na saúde mental materna é fundamental para a formulação de estratégias de acolhimento e enfrentamento mais humanas e eficazes.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista; Saúde Mental; Maternidade; Políticas Públicas.