ARTIGO
25
Fev
2025
NO ENSINO SUPERIOR: REPERCUSSÕES NA SAÚDE MENTAL E NA FORMAÇÃO ACADÊMICA

NO ENSINO SUPERIOR: REPERCUSSÕES NA SAÚDE MENTAL E NA FORMAÇÃO ACADÊMICA

NO ENSINO SUPERIOR: REPERCUSSÕES NA SAÚDE MENTAL E NA FORMAÇÃO ACADÊMICA

AGERISM IN HIGHER EDUCATION: REPERCUSSIONS ON MENTAL HEALTH AND ACADEMIC TRAINING

NO ENSINO SUPERIOR REPERCUSSÕES NA SAÚDE.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20250217C9

Ana Virgínia Nunes Soares

Universidade de Fortaleza

https://orcid.org/0000-0001-5339-8655

RESUMO

Introdução: O etarismo é um fenômeno social universal e transcultural. No Brasil, o preconceito etário é uma realidade que se manifesta em diferentes contextos, dentre eles o acadêmico. Objetivo: Compreender como se dá o preconceito por idade no ensino superior e analisar os impactos desse fenômeno para a saúde mental e formação acadêmica de discentes. Método: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura com buscas nas bases SciELO, PubMed e BVS-Psi, utilizando-se as palavras-chave "pessoa idosa", "ensino superior" "etarismo" "saúde mental", combinadas pelo operador booleano AND. A seleção dos estudos priorizou a relevância do conteúdo para a temática, sem restrição temporal das publicações. Resultados e Discussão: Os idosos têm ocupado cada vez mais vagas no ensino superior, todavia, sofrem, com frequência, preconceito e discriminação em razão da idade praticadas no ambiente acadêmico. A discriminação em relação à idade se torna um obstáculo para aqueles que desejam ingressar no ensino superior. Essa forma de discriminação provoca desigualdades no acesso e permanência nas universidades, gerando impactos negativos na formação acadêmica, na autoestima e saúde mental dos discentes. Vários são os agravos oriundos do preconceito etário no ensino superior. A literatura aponta que o abandono do curso e do projeto acadêmico, depressão, ansiedade, aceleração do declínio cognitivo, isolamento social, solidão e a falta de pertencimento ao contexto universitário são consequências comuns desse tipo de violação de direitos. Conclusão: Iniciativas de aprendizagem que busquem priorizar as interações intergeracionais podem contribuir para redução do preconceito relativo à idade no ambiente acadêmico, possibilitando maior aproximação com a população idosa e o conhecimento sobre o processo de envelhecimento e suas especificidades, além de contribuírem para criação de espaços acadêmicos mais inclusivos.

PALAVRAS-CHAVE: Etarismo; Ensino superior; Saúde mental; Preconceito; Universidades.