ARTIGO
23
Dez
2025

NEUROINFECÇÕES EM PACIENTES VULNERÁVEIS: INTERAÇÕES ENTRE IMUNOSSUPRESSÃO, NEUROINFLAMAÇÃO E INFECÇÕES REATIVAS

NEUROINFECÇÕES EM PACIENTES VULNERÁVEIS: INTERAÇÕES ENTRE IMUNOSSUPRESSÃO, NEUROINFLAMAÇÃO E INFECÇÕES REATIVAS

NEUROINFECTIONS IN VULNERABLE POPULATIONS: INTERACTIONS BETWEEN IMMUNOSUPPRESSION, NEUROINFLAMMATION AND REACTIVE INFECTIONS

CAPÍTULO 7.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20251223C7

Guilherme de Andrade Braz Fronchetti

Graduando do Curso de Medicina no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0009-0000-3934-9216

Heloísa Mari Cvilikas

Graduando do Curso de Medicina no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-7346-3392

Rafael Shinji Akiyama Kitamura

Professor Assistente dos cursos das áreas da Saúde no Centro Universitário de Pinhais - FAPI

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-1925-3003

RESUMO

As neuroinfecções permanecem como importantes causas de morbimortalidade, especialmente em indivíduos com comprometimento imunológico. Em quadros de imunossupressão, como em pacientes portadores do HIV, oncológicos e receptores de transplantes, o risco de infecções oportunistas do sistema nervoso central (SNC) é significativamente ampliado, demandando de abordagens clínicas individualizadas. Paralelamente, infecções reativas associadas a agentes virais emergentes, como o SARS-CoV-2, têm evidenciado a complexa relação entre neuroinflamação, disfunção da barreira hematoencefálica e ativação de células da glia, culminando em manifestações neurológicas e neuropsiquiátricas persistentes. Sendo assim, o presente trabalho teve como objetivo descrever, de forma atualizada, os principais aspectos clínicos, epidemiológicos e fisiopatológicos das neuroinfecções em contextos de vulnerabilidade imunológica, bem como das infecções reativas com repercussão neurológica. Foi realizada uma revisão narrativa conduzida a partir de buscas nas bases PubMed e ScienceDirect, com seleção de estudos publicados nos últimos cinco anos, priorizando ensaios clínicos, estudos controlados e relatos clínicos. Evidencia-se que a imunossupressão favorece a reativação de infecções latentes, como a neurotoxoplasmose e a meningite criptocócica, além de intensificar interações farmacológicas e distúrbios neurológicos adversos. Adicionalmente, a infecção pelo SARS-CoV-2 destaca-se por apresentar potencial neurotóxico, associado à hiperativação imune, disfunção glial e sequelas neurológicas prolongadas. Sendo assim, conclui-se que o manejo dessas condições requer vigilância contínua e abordagem multidisciplinar, integrando neurologia, infectologia, imunologia e psiquiatria, visando à redução de complicações e à melhoria do prognóstico clínico.

PALAVRAS-CHAVE: Barreiras biológicas, Glia, Neuroparasitoses, Infecções oportunistas,

Distúrbios neurocognitivos