ARTIGO
26
Dez
2023
MORTALIDADE POR COVID-19 NASOCOMIAL NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: ANÁLISE DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE ENTRE 2022-2023

MORTALIDADE POR COVID-19 NASOCOMIAL NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: ANÁLISE DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE ENTRE 2022-2023

­­­MORTALIDADE POR COVID-19 NASOCOMIAL NA AMAZÔNIA OCIDENTAL: ANÁLISE DA SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE ENTRE 2022-2023

10.56161sci.ed.202312255R11, PDF.pdf

João Victor Batista Pires1; Adriele Fontinele Sales1; Gabriel Fernandes Santos1; Mateus Castro de Souza1; Alex Souza de Lima1; Agatha Luiza Hoepers Targino1; João Pedro Braidi Moura1; Maurício Barbosa de Oliveira Filho1; Carina Tojal Pascoa Barbosa1; Ildercílio Mota de Souza Lima2

1 Graduando em Medicina: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil; 2 Professor: Universidade Federal do Acre ? UFAC, Acre, Brasil;

Eixo Temático: Infectologia

E-mail do Autor: jpires593@gmail.com

Orcid do Autor: 0009-0002-1659-2496

10.56161/sci.ed.202312255R11


INTRODUÇÃO: A covid-19, amplamente conhecida pelo aspecto pandêmico recente, é causada pelo vírus SARS-CoV-2, cujo material genético é formado por uma única molécula de Ácido Ribonucleico (RNA) positivo. Em casos graves, está associada ao comprometimento das vias respiratórias, podendo conduzir à Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) e sintomas como dispnéia, saturação de O2 reduzida e frequência respiratória elevada, por fim, até mesmo óbito. Em ambientes hospitalares, por fatores de risco prévios e suscetibilidade inerente ao local, os pacientes estão expostos de maneira considerável à SARG pelo SARS-CoV-2, uma transmissão caracterizada como nasocomial. Na região Norte (Amazônia Ocidental), devido às características socioeconômicas deficitárias em relação aos demais centros e aos desafios do sistema de saúde regional, a problemática é ainda mais agravada. Logo, é crucial analisar a distribuição dessas mortalidades e as características clínicas e epidemiológicas dos pacientes acometidos. OBJETIVO: Avaliar a mortalidade de infecções nasocomiais por covid-19 na Amazônia Ocidental e principais características da população afetada. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo com avaliação de dados secundários coletados pela plataforma openDataSUS e analisados, tabulados e calculados no programa Microsoft Office Excel. Foram levantados, portanto, 206 prontuários de pacientes com a SRAG nasocomial por covid-19 que evoluíram com óbitos de janeiro de 2022 a outubro de 2023. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na região amazônica, durante o período avaliado houveram 206 mortes por SRAG causada por Covid-19 de via nasocomial. Em 2022, foram registrados 179 casos e em 2023, até o mês de outubro, houve uma redução para 41, cerca de 77,65% de diminuição de óbitos. Os estados com maiores números de mortes em ordem decrescente foram: Rondônia, 98 casos (47,57%), Pará, 42 casos (20,39%), Amazonas, 17 casos (8,25%), Acre, 12 casos (5,83%), Roraima, 9 casos (4,37%) e Amapá, 4 casos (1,94%). A mortalidade foi mais prevalente em homens com 115 ocorrências registradas (55,83%), enquanto nas mulheres é um pouco menor com 91 óbitos (44,17%). A faixa etária mais acometida, contabilizando ambos os sexos, foi de 70 anos. Ao avaliar separadamente cada sexo, observou-se uma variação de idade de 0,2 anos a menos para mulheres e 0,4 anos a mais para homens. Dentre os principais sintomas relatados destacam-se como mais prevalentes a dispneia (74,8%), saturação de O2 abaixo de 95% (68,9%), desconforto respiratório (68,4%), tosse (52,9%) e febre (42,7%). O óbito por SRAG caracteriza-se como um problema de saúde pública que advém tanto das condições sociodemográficas da região norte quanto da qualidade da infraestrutura dos serviços de saúde disponíveis. CONCLUSÃO: Diante da análise dos dados, infere-se que a redução expressiva de óbitos em 2023 sugere a eficácia de medidas de saúde implementadas na região, como o programa vacinal instalado previamente. Contudo, a concentração de casos em estados específicos, como Pará e Rondônia, sugerem a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção em saúde nessas localidades e de uma avaliação de qualidade do ambiente hospitalar comparativamente com demais estados. A predominância de casos na população mais idosa indica ainda a importância da realização de abordagens preventivas específicas dentro e fora dos ambientes hospitalares. Esses resultados apontam para a complexidade da situação, reforçando a necessidade contínua de monitoramento e adaptação de políticas de saúde pública.

Palavras-chave: Mortalidade; Covid-19; SRAG; Nasocomial; Amazônia Ocidental