MANEJO DE CÉLULAS TRONCO NA REGENERAÇÃO DE FERIDAS EM CIRURGIA PLÁSTICA RECONSTRUTIVA
MANEJO DE CÉLULAS TRONCO NA REGENERAÇÃO DE FERIDAS EM CIRURGIA PLÁSTICA RECONSTRUTIVA
MANEJO DE CÉLULAS TRONCO NA.pdf
10.56161/sci.ed.20240415c5
Sirilo Antonio Dal Castel Júnior
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0001-8449-8349
Caio Victor Carvalho
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0000-6736-0359
Ana Lívia Félix e Silva
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0000-0002-7029-9277
Silas Ribeiro Gonçalves
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0001-6341-9648
Thaynne Hayssa França Barbosa
Residente em Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás
https://orcid.org/0000-0002-5186-6467
RESUMO
Introdução: Células-tronco são categorias especiais de células em que não há diferenciação celular, isto é, tem a capacidade de se proliferarem de maneira extensa e podem se diferenciar em diferentes tipos de células e tecidos. Desse modo, na cirurgia plástica há o emprego cada vez maior de técnicas da medicina regenerativa para que se recriem tecidos a partir de células-tronco, principalmente para remoldar ou preencher partes do corpo. Nesse âmbito, as células-tronco derivadas dos adipócitos são pluripotentes e mesenquimais, usadas cada vez mais por essa especialidade cirúrgica. Esse trabalho visa analisar a utilização e manejo das células-tronco na especialidade da cirurgia plástica, contemplando o âmbito reconstrutivo. Metodologia: Os dados foram coletados na base PubMed com os seguintes descritores: "surgery, plastic", "wounds and injuries", "stem cells" e "regeneration", ligados pelo operador booleano "AND". A busca resultou em 40 artigos, dos quais 13 foram selecionados. Resultados e discussão: As células-tronco têm sido utilizadas na medicina regenerativa, devido à sua capacidade única de se diferenciar em diferentes tipos celulares. Atualmente, essas células estão principalmente envolvidas na facilitação da cicatrização de feridas da pele através da função parácrina de múltiplos fatores, suporte trófico, ação anti-inflamatória e imunomodulação. As células-tronco mesenquimais (MSCs) são uma excelente alternativa para estimular a cicatrização de feridas agudas e crônicas. Já as células-tronco derivadas do tecido adiposo (ADSCs) estão sendo cada vez mais exploradas na cirurgia plástica reconstrutiva. Conclusão: Pacientes com cicatrizes retráteis e dolorosas, o uso das ADSCs por meio da lipoenxertia demonstrou ser uma terapia eficiente. Apesar das células-tronco do cordão umbilical e da placenta apresentarem diversas maneiras no tratamento de feridas e serem eficazes na melhoria da cicatrização, o seu processo de aquisição ainda dificulta o uso generalizado dessas. As células estromais derivadas da medula óssea (BM-MSCs) apresentaram uma eficácia terapêutica potencial na regeneração cutânea humana.
PALAVRAS-CHAVE: Células-tronco adultas; cirurgia plástica; regeneração.