IMPLICAÇÕES DO ELEVADO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO À SAÚDE DE IDOSOS
IMPLICAÇÕES DO ELEVADO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO À SAÚDE DE IDOSOS
¹ Gabriela Segura Landim (https://orcid.org/0009-0005-6281-2236); ² Nycollas de Oliveira Moraes Santos Abreu; ³ Rebeca Ferreira Nery.
¹ Acadêmica de Medicina, Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT; ² Acadêmico de Medicina, Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT; 3 Pós-Graduanda em Saúde da Mulher pela Faculdade Venda Nova do Imigrante - FAVENI, ES, Brasil.
IMPLICAÇÕES DO ELEVADO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO À SAÚDE DE IDOSOS_.pdf
10.56161/sci.ed.202404178R16
INTRODUÇÃO: O comportamento sedentário, caracterizado por atividades que envolvem baixo gasto energético e pouca movimentação física, tem sido reconhecido como um importante fator de risco para a saúde, especialmente em idosos. O envelhecimento da população e as mudanças nos estilos de vida modernos têm contribuído para um aumento significativo na prevalência do comportamento sedentário entre os idosos em todo o mundo. Este fenômeno é preocupante, pois está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, fragilidade, comprometimento cognitivo e menor qualidade de vida. OBJETIVO: Analisar os impactos estilo de vida sedentário na saúde dos idosos, investigando as evidências existentes sobre os efeitos físicos e mentais desse padrão comportamental nessa faixa etária. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão bibliográfica na qual abrangeu diversas bases de dados especializadas, incluindo a Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino Americana e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). A estratégia de busca foi conduzida utilizando descritores em ciências da saúde (DeCS), sendo eles: "Saúde do Idoso" AND "Comportamento Sedentário", com o objetivo de assegurar uma abordagem abrangente e precisa. Foram incluídos apenas textos completos publicados nos últimos cinco anos (2019 a 2024), no idioma português. Foram excluídos estudos duplicados, dissertações, teses e literatura cinzenta. Foram localizados 113 achados, onde se incluiu 10 estudos conforme os critérios de inclusão estabelecidos para esse estudo. RESULTADOS: Os estudos revelam que o estilo de vida sedentário elevado está associado a uma série de efeitos adversos na saúde dos idosos. Evidências indicam que a falta de atividade física está relacionada ao aumento do risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, osteoporose e depressão. Além disso, o comportamento sedentário tem sido associado a um declínio na função cognitiva e a um maior risco de demência em idosos. Vários mecanismos biológicos foram propostos para explicar essas associações, incluindo alterações no metabolismo da glicose, inflamação crônica de baixo grau, disfunção endotelial, aumento do estresse oxidativo e mudanças na expressão de genes relacionados à saúde cardiovascular e cerebral. Diante desses achados, é fundamental implementar estratégias eficazes para reduzir o comportamento sedentário e promover um estilo de vida mais ativo entre os idosos. Intervenções baseadas em atividades físicas regulares, como caminhadas, exercícios de resistência e atividades de equilíbrio, mostraram-se eficazes na melhoria da saúde física e mental dos idosos. Além disso, programas de incentivo à participação em atividades recreativas e sociais podem ajudar a reduzir o tempo dedicado ao sedentarismo. Esses resultados destacam a importância de políticas e programas de saúde pública voltados para a promoção da atividade física e a redução do comportamento sedentário entre os idosos, visando melhorar sua qualidade de vida e reduzir o ônus das doenças crônicas associadas ao envelhecimento. CONCLUSÃO: A análise abrangente sobre as implicações do comportamento sedentário em idosos revelou associações com várias doenças crônicas, declínio cognitivo, problemas de saúde mental e redução da qualidade de vida. Para lidar com esses desafios, é crucial promover a atividade física regular entre os idosos por meio de intervenções adaptadas às suas necessidades. Além disso, políticas públicas que incentivem ambientes propícios à prática de exercícios são essenciais. Investir em estratégias de prevenção e promoção da saúde na terceira idade é fundamental para garantir um envelhecimento saudável.
Palavras-chave: Comportamento sedentário, Idosos, Saúde.