ARTIGO
22
Abr
2024
IMPACTOS E COMPLICAÇÕES ASSOCIADOS À POLIFARMÁCIA E À INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA EM PACIENTES IDOSOS

IMPACTOS E COMPLICAÇÕES ASSOCIADOS À POLIFARMÁCIA E À INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA EM PACIENTES IDOSOS

IMPACTOS E COMPLICAÇÕES ASSOCIADOS À POLIFARMÁCIA E À INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA EM PACIENTES IDOSOS

IMPACTOS E COMPLICAÇÕES.pdf

10.56161/sci.ed.202404166c18

Ana Flávia Figueiredo Paro Piai

Faculdade de Medicina - UFG

https://orcid.org/0009-0009-4514-6883

Andra Sthefany Rodrigues Ferreira

Faculdade de Medicina - UFG

https://orcid.org/0009-0007-4477-3522

Lorrane de Fátima Cândida Pereira

Faculdade de Medicina - UFG

https://orcid.org/0009-0001-3094-0699

Matheus Henrique Bernardes Daniel

Faculdade de Medicina - UFG

https://orcid.org/0009-0006-7389-5572

Mônica Arantes Moreira de Melo

Faculdade de Medicina - UFG

https://orcid.org/0009-0002-4397-0499

Érika Carvalho de Aquino

Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública - UFG

https://orcid.org/0000-0002-5659-0308


RESUMO

INTRODUÇÃO: No cenário de transição demográfico vivenciado atualmente, vê-se a prevalência de doenças crônicas como principal indicador para multimorbidades associado a polifarmácia na faixa etária acima de 65 anos. A polifarmácia está ligada diretamente à sensibilidade, multimorbidade e reações adversas a medicamentos, que apresenta como consequência, a nocividade para essa faixa etária. METODOLOGIA: O presente trabalho é uma revisão integrativa da literatura, publicadas entre 2008 e 2024, através de buscas pelas plataformas PubMed, Cochrane Library, BVS e SciELO, com as palavras: "polimedicação", "uso excessivo de medicamentos prescritos", "dano ao paciente" e "serviços de saúde para idosos", sendo excluídos aqueles que não abordaram o tema em foco ou apresentaram resultados inconclusivos. RESULTADO: 44% dos adultos mais velhos apresentam uso de mais de 5 medicamentos e 9,1?23,2% adicionais tomam ?10 medicamentos diferentes, em sua maioria para afecções cardiovasculares e distúrbios do metabolismo prescritos por mais de um especialista. Os estudos indicaram que o risco está nas mudanças habituais da dinâmica metabólica do organismo associada a farmacocinética e farmacodinâmica do fármaco. A existência de prescrições potencialmente inapropriadas (PIP, potentially inappropriate prescriptions) estão diretamente associadas a um aumento de morbidade, eventos adversos a medicamentos (EAM), hospitalização, mortalidade e aumento de custos de saúde. Um estudo apontou que 42% dos pacientes idosos apresentam ao menos um medicamento prescrito de forma indevida e posologia inapropriada. Por fim, foi evidenciado que a polifarmácia em idosos está associada a uma série de resultados negativos para a saúde, tais como diminuição do estado de saúde funcional e cognitivo. CONCLUSÃO: A polifarmácia é uma prática comum entre os idosos, com uma proporção significativa de indivíduos tomando múltiplos medicamentos simultaneamente com risco potencial à vida, o que confirma a necessidade de implementação de estratégias na gestão da polifarmácia em todas as instâncias clínicas, no intuito de minimizar os danos.

PALAVRAS-CHAVE: Polimedicação, Uso excessivo de medicamentos prescritos, Dano ao paciente, Serviços de saúde para idosos.