ARTIGO
30
Out
2025

HEMORRAGIA PUERPERAL

HEMORRAGIA PUERPERAL

PUERPERAL HEMORRHAGE

CAPÍTULO 12.pdf


10.56161/sci.ed.20250330c12

Nicole Bento de Oliveira

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0001-6664-0631

Murilo Oliveira de Carvalho

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-4787-5819

Letícia Bento de Oliveira

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0000-7608-8895

Maurício Oliveira de Carvalho

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0001-5301-513X

Maria Clara Scarabelot Rech

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-0322-1338

Bettina Echazarreta

Universidade do Extremo Sul Catarinense ? UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-5397-5026

Gustavo Zanette Fernandes

Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC

Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0001-7278-5175

RESUMO

A hemorragia puerperal, também denominada hemorragia pós-parto (HPP), é uma das principais causas de morbimortalidade materna no mundo. Define-se como a perda sanguínea superior a 500 mL após parto vaginal ou acima de 1000 mL após cesariana, podendo cursar com sinais de instabilidade hemodinâmica. O objetivo deste capítulo é descrever os mecanismos fisiopatológicos, métodos diagnósticos e estratégias de manejo clínico da HPP, com ênfase na prática obstétrica. Trata-se de uma revisão narrativa baseada em diretrizes nacionais e internacionais recentes. A hemorragia pós-parto é classificada em primária, quando ocorre nas primeiras 24 horas, e secundária, entre 24 horas e seis semanas após o parto. As principais causas são resumidas pelo mnemônico dos "Quatro Ts": tônus (atonia uterina), trauma (lacerações e rupturas), tecido (retenção placentária) e trombina (coagulopatias). O diagnóstico é clínico, auxiliado por métodos de estimativa de perda sanguínea e sinais de hipovolemia. O manejo inclui medidas preventivas, como o uso profilático de ocitocina, e condutas terapêuticas escalonadas: massagem uterina, reposição volêmica, uso de uterotônicos, ácido tranexâmico e, se necessário, tamponamento intrauterino ou intervenção cirúrgica. A abordagem precoce e sistematizada reduz de forma significativa o risco de óbito materno. Conclui-se que o reconhecimento rápido e a atuação em equipe multidisciplinar são fundamentais para o sucesso terapêutico.

PALAVRAS-CHAVE: Hemorragia pós-parto; Obstetrícia; Ocitocina.