FUNGOS CONTRA O CÂNCER: EXPLORANDO NOVAS ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS PARA O CÂNCER DE MAMA
FUNGOS CONTRA O CÂNCER: EXPLORANDO NOVAS ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS PARA O CÂNCER DE MAMA
FUNGI AGAINST CANCER: EXPLORING NEW THERAPEUTIC ALTERNATIVES FOR BREAST CANCER
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10.56161/sci.ed.20250217C17
Sérgio Eduardo Matos Cazarotti Francisco
Centro Universitário UniFacid Wyden
https://orcid.org/0009-0003-9630-1704
Ag-Anne Pereira Melo de Menezes
Centro Universitário UniFacid Wyden
https://orcid.org/0000-0003-2830-990X
RESUMO
O câncer de mama é uma das neoplasias mais prevalentes em todo o mundo, sendo influenciado por fatores genéticos, exposição a agentes químicos, radiação e hábitos de vida. Caracteriza-se pelo crescimento descontrolado de células malignas, que podem formar tumores e se disseminar pelo organismo por meio da metástase. As principais abordagens terapêuticas incluem a quimioterapia e a radioterapia, que embora eficazes, frequentemente causam efeitos colaterais significativos, impactando a qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, pesquisas recentes têm explorado alternativas terapêuticas menos agressivas, incluindo moléculas bioativas extraídas de fungos, que demonstram potencial antiproliferativo contra células tumorais. A principal vantagem dessas substâncias naturais reside em seu possível perfil de menor toxicidade em comparação aos tratamentos convencionais, tornando-se promissoras para estratégias terapêuticas mais toleráveis. Este capítulo apresenta uma revisão de artigos publicados entre 2020 e 2025 na base de dados PubMed, avaliando a viabilidade do uso de moléculas extraídas de fungos no tratamento do câncer de mama. As principais substâncias analisadas que demonstraram atividade antineoplásica incluem hialodendrina, extrato fúngico de Aspergillus flavus, extrato etanólico de Cordyceps militaris, extrato de Trichoderma atroviride O1 contendo peptaibol, polissacarídeos de Trametes polyzona CU07, extrato aquoso de Ganoderma resinaceum e citrinina. Esses compostos atuam por diferentes mecanismos, como indução de apoptose, inibição da proliferação celular e modulação de vias de sinalização envolvidas no crescimento tumoral. Apesar dos resultados promissores em ensaios laboratoriais, são necessários estudos adicionais, incluindo investigações pré-clínicas e clínicas, para avaliar sua eficácia e segurança em modelos biológicos mais complexos. Este capítulo visa descrever os mecanismos pelos quais essas substâncias exercem seus efeitos antitumorais e discutir sua viabilidade terapêutica no contexto do câncer de mama.
PALAVRAS-CHAVE: Câncer de mama; fungos; micotoxinas; apoptose; atividade antiproliferativa.