FISIOPATOLOGIA DA DOR CRÔNICA EM IDOSOS: MECANISMOS E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
FISIOPATOLOGIA DA DOR CRÔNICA EM IDOSOS: MECANISMOS E MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
10.56161/sci.ed.202404166c27
Bernardo Lemos Monteiro Belem
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0008-7324-1514
Moisés Martins de Oliveira
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0001-4531-9977
Juraci Alves de Sousa Filho
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0009-7472-5251
Gustavo Carlos de Alvarenga
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0000-8576-7224
Waldemar Nunes da Silva Queiroz Neto
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0002-6347-6607
Daniela Vianello Brondani
Pontifícia Universidade Católica de Goiás ? PUC Goiás
https://orcid.org/0009-0005-0292-8536
Felipe Schmaltz Zalaf
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0007-5685-5058
Kaic Toledo Camilo
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0003-1164-3941
Gustavo Teixeira de Souza
Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (FM-UFG)
https://orcid.org/0009-0003-4533-5701
Antônio Fernando Carneiro
Docente do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal de Goiás (UFG)
https://orcid.org/0000-0001-5076-2183
RESUMO
INTRODUÇÃO: a dor crônica em idosos é uma problemática complexa, multifatorial e de difícil manejo e tratamento. Relaciona-se às alterações ocasionadas pelo envelhecimento, com destaque: disfunções nas células gliais e neuroinflamação persistente. Seus mecanismos subjacentes ainda são pouco explorados, principalmente no âmbito farmacológico e de manejo. Necessita-se, assim, trazer as últimas descobertas científicas para sua melhor compreensão. OBJETIVOS: compreender os mecanismos neurobiológicos da dor crônica em idosos e de suas implicações no desenvolvimento de terapêuticas mais individualizadas e eficazes. METODOLOGIA: revisão integrativa da literatura científica, de publicações veiculadas entre 2013-2024, utilizando os dados da plataforma PubMed. Descritores "PATHOPHYSIOLOGY", "PAIN" e "ELDERLY" foram utilizados unidos pelo operador "AND", resultando em 172 artigos. Após critérios de exclusão, 9 foram selecionados. RESULTADOS: a compreensão abrangente das alterações neurobiológicas subjacentes à dor crônica em idosos é fundamental para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas eficazes e seguras. Deve considerar as múltiplas dimensões do problema, incluindo alterações nas fibras nervosas periféricas, diminuição da capacidade de inibir a dor, aumento da sensibilização central e neuroinflamação persistente. A individualização do tratamento e a seleção criteriosa de medicamentos, levando em consideração as comorbidades e o perfil farmacocinético dos idosos, são essenciais para seu sucesso. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: O manejo da dor crônica em idosos é complexo e exige abordagens multidimensionais. As alterações fisiológicas do envelhecimento aumentam a prevalência e intensidade da dor. Novas terapias, como a palmitoiletanolamida (PEA) surgem de forma promissora, porém, necessitam de mais pesquisas clínicas em idosos. A individualização do tratamento, com gestão cuidadosa da farmacoterapia e opções não-farmacológicas é recomendável. A pesquisa clínica ainda é necessária para desenvolver melhores métodos de avaliação e tratamento da dor crônica em idosos.
PALAVRAS-CHAVE: Dor Crônica; Idoso; Manejo da Dor.