ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E VULNERABILIDADES À SAÚDE SEXUAL: EPIDEMIOLOGIA DAS ISTS EM IDOSOS NO BRASIL
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL E VULNERABILIDADES À SAÚDE SEXUAL: EPIDEMIOLOGIA DAS ISTS EM IDOSOS NO BRASIL
POPULATION AGING AND VULNERABILITIES IN SEXUAL HEALTH: EPIDEMIOLOGY OF SEXUALLY TRANSMITTED INFECTIONS AMONG OLDER ADULTS IN BRAZIL
10.56161/sci.ed.20260204C8
Thayná Eaudarda Marcelino
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0000-0002-0698-8641
Daniele Pereira Ramos
Afya Faculdade Porto Nacional / Universidade Federal do Tocantins (UFT)
https://orcid.org/0009-0005-4725-4299
Marlon Santos de Oliveira Brito
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
https://orcid.org/0000-0001-5487-2400
Neila Barbosa Osório
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
https://orcid.org/0000-0002-6346-0288
Luiz Sinésio Silva Neto
Universidade Federal do Tocantins (UFT)
https://orcid.org/0000-0002-3182-7727
Kiria Vaz da Silva Hamerski.
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0009-0004-9422-8555
Vanessa Gomes Matos dos Santos
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0009-0002-8593-8390
Bruna mirelly Simões Vieira
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0009-0002-3330-9699
Jonathan Tássio Martins Sousa
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0009-0000-3912-5343
Sirlene Xavier de Lima Ulombe
Afya Faculdade Porto Nacional
https://orcid.org/0009-0008-4312-0228
RESUMO
Este artigo tem como objetivo analisar o envelhecimento populacional acelerado no Brasil e as vulnerabilidades da população idosa à saúde sexual, com ênfase na epidemiologia subnotificada das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) como problema emergente de saúde pública. Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, desenvolvido por meio de revisão narrativa crítica da literatura dos últimos 20 anos, com seleção intencional de publicações nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, além de documentos oficiais do Ministério da Saúde e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Utilizaram-se descritores relacionados ao envelhecimento populacional, ISTs em idosos, imunossenescência e determinantes sociais da saúde, priorizando abordagens interdisciplinares e excluindo estudos com enfoques reducionistas. Os resultados evidenciam que a população idosa brasileira alcançou aproximadamente 33 milhões de pessoas em 2022, com expectativa de vida média de 76,4 anos, cenário que intensifica a demanda sobre o Sistema Único de Saúde. As ISTs apresentam prevalências estimadas entre 3% e 25% na população idosa, com crescimento expressivo dos casos de sífilis e HIV em indivíduos acima de 50 anos, especialmente na região Norte do país, onde a subnotificação permanece elevada. Fatores como imunossenescência, alterações fisiológicas do envelhecimento, baixa percepção de risco e tabus socioculturais contribuem para a maior vulnerabilidade às ISTs. Conclui-se que é urgente o fortalecimento de estratégias de educação sexual na Atenção Primária à Saúde, incluindo ações educativas, ampliação da testagem rápida e acesso a preservativos, bem como a capacitação das equipes da Estratégia Saúde da Família, visando à promoção da equidade regional e à formulação de políticas públicas territorializadas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
PALAVRAS-CHAVE: Envelhecimento populacional; Idosos; Saúde sexual; Infecções sexualmente transmissíveis.