ARTIGO
26
Ago
2025
DETERMINANTES SOCIAIS E ESTRUTURAIS DA MORTALIDADE NEONATAL EVITÁVEL NO BRASIL: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A REDUÇÃO DE ÓBITOS

DETERMINANTES SOCIAIS E ESTRUTURAIS DA MORTALIDADE NEONATAL EVITÁVEL NO BRASIL: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A REDUÇÃO DE ÓBITOS

DETERMINANTES SOCIAIS E ESTRUTURAIS DA MORTALIDADE NEONATAL EVITÁVEL NO BRASIL: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A REDUÇÃO DE ÓBITOS

SOCIAL AND STRUCTURAL DETERMINANTS OF AVOIDABLE NEONATAL MORTALITY IN BRAZIL: CHALLENGES AND STRATEGIES FOR REDUCING DEATHS

CAPÍTULO 5.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20250829C5

Jéssica França Mendonça

Graduada em Psicologia

Sarah Góes Barreto da Silva Moreira

Doutora em Ciências da Saúde

Fabiola Pessôa Figueira de Sá

Doutoranda em Enfermagem e Biociências

Maiton Bernardelli

Doutor em Saúde Coletiva

Maria Vilani Maia Sequeira

Mestrado em Psicologia

Deusivam Sotério Filho

Graduado em Odontologia

Silany Correia Ramos de Andrade

Graduada em Enfermagem

Heloisa Andrade de Godoi

Graduanda em Medicina

Livia Costa Azevedo Loup

Maria Gorete dos Santos

Enfermeira Especialista em Educação Permanente

RESUMO

INTRODUÇÃO: A mortalidade neonatal evitável constitui um relevante desafio para a saúde pública no Brasil, sendo fortemente influenciada por determinantes sociais e por deficiências na rede de atenção à saúde. Apesar dos avanços na cobertura dos serviços, persistem desigualdades regionais e estruturais que comprometem a qualidade da assistência. OBJETIVO: Analisar os determinantes sociais e as fragilidades na rede de atenção à saúde como fatores associados à mortalidade neonatal evitável no Brasil. METODOLOGIA: Revisão de literatura de natureza qualitativa, abrangendo publicações entre 2003 e 2025, nas bases PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Foram incluídos estudos que investigaram fatores socioeconômicos, assistenciais e estruturais relacionados à mortalidade neonatal evitável. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As evidências indicam que a mortalidade neonatal evitável está fortemente associada à baixa escolaridade materna, vulnerabilidade socioeconômica, início tardio ou ausência de pré-natal, deficiências na atenção obstétrica e neonatal e desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde. A prematuridade extrema e a sepse neonatal destacaram-se como causas predominantes dos óbitos, agravadas pela insuficiência de infraestrutura hospitalar e de profissionais capacitados. Os achados reforçam a necessidade de reorganização e fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde, com prioridade para ações preventivas e acompanhamento qualificado da gestante e do recém-nascido. CONCLUSÃO: A redução da mortalidade neonatal evitável exige políticas públicas centradas na equidade, ampliação do acesso e aprimoramento da qualidade da assistência materno-infantil. O fortalecimento da rede de atenção, aliado a estratégias de combate às desigualdades sociais, é essencial para o cumprimento da meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de eliminar as mortes neonatais por causas preveníveis até 2030.

PALAVRAS-CHAVE: Mortalidade Neonatal; Saúde Pública; Saúde da Criança; Determinantes sociais da saúde; Atenção à saúde.