ARTIGO
04
Mar
2024
DESENVOLVIMENTO DE CÁPSULAS CONTENDO MICROPARTÍCULAS DE PRÓPOLIS E Mentha crispa DESTINADAS AO TRATAMENTO DA GIARDÍASE

DESENVOLVIMENTO DE CÁPSULAS CONTENDO MICROPARTÍCULAS DE PRÓPOLIS E Mentha crispa DESTINADAS AO TRATAMENTO DA GIARDÍASE

DESENVOLVIMENTO DE CÁPSULAS CONTENDO MICROPARTÍCULAS DE PRÓPOLIS E Mentha crispa DESTINADAS AO TRATAMENTO DA GIARDÍASE

DESENVOLVIMENTO DE CÁPSULAS.pdf

10.56161/sci.ed.20240221c14

Thayná Figueredo Góis

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0000-0001-7391-7424

Emilly Conceição Santos

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0009-0002-5745-1171

Naianny Lívia Oliveira Nascimento Mergulhão

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0000-0002-4748-305X

Bruno Roberto Silva de Melo

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0009-0006-7386-1364

Maria Eduarda Silvestre Duarte

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0009-0004-6854-735X

Nataly Christine Soares Gama

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0009-0004-2396-0618

Sávio Ricardo de Oliveira Silva

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0000-0002-0583-2813

Izabel Maria de Melo Amaral

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0000-0002-9106-6341

Irinaldo Diniz Basílio Junior

Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

https://orcid.org/0000-0003-2385-3842


RESUMO

Tendo em vista a alta incidência da doença e resistência dos parasitas aos medicamentos comumente usados, este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de capsulas contendo micropartículas de própolis vermelha associadas à Mentha crispa destinadas ao tratamento de giardíase. Foram desenvolvidas 3 formulações para microencapsulação, usando a maltodextrina e o amido como agentes encapsulantes, e o aerosil como agente antiagregante, tendo, além disso, na F1 a presença de EPV, na F2 a presença de EMC e na F3 a presença de EPV+EMC. Através da secagem por atomização em spray dryer, os pós microencapsulados a partir das 3 formulações, sendo eles MEPV, MEMC e MEPV+MC, foram obtidos com sucesso, apresentando-se finos e uniformes, com rendimentos de 19,5%, 32,6% e 34,43%, respectivamente. Os testes realizados revelaram teores satisfatórios de compostos fenólicos e flavonoides totais no EPV, relatados como principais responsáveis pelas suas atividades farmacológicas, onde 85,4% do teor de flavonóides e 61% do teor de fenóis foram conservados após a secagem no MEPV, sendo essa conservação ainda maior no MEPV+MC. A composição química do EMC obtido comercialmente foi determinada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CGMS), revelando os picos característicos de mentol e mentona, citados entre os componentes medicinais majoritários da espécie, onde houve conservação de 72,9% da concentração da mentona e 88,1% do mentol no MEPV+MC, conservação significativamente maior que a observada no MEMC. Tais dados indicam que a associação aumentou a capacidade de microencapsulação dos princípios ativos do EPV e EMC. Assim, conclui-se que as capsulas contendo micropartículas de própolis vermelha associadas à Mentha crispa representam um caminho promissor para o desenvolvimento de novas alternativas de tratamento para a giardíase, cabendo estudos mais aprofundados a respeito do tema.

PALAVRAS-CHAVE: Giardíase; Mentha; Própolis; Microencapsulação de Drogas; Secagem por Atomização.