DANO HEPÁTICO INDUZIDO POR TUBERCULOSTÁTICOS: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO PRECOCE E MANEJO
DANO HEPÁTICO INDUZIDO POR TUBERCULOSTÁTICOS: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO PRECOCE E MANEJO
10.56161sci.ed.202312288c11.pdf
Luísa Barbiero Dutra
Universidade Franciscana (UFN).
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-4018-2876
Luísa Mileski Prado Lima
Universidade Franciscana (UFN).
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0005-3166-6360
Guilherme Albarello Weber
Universidade Franciscana (UFN).
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0008-8566-344X
RESUMO
INTRODUÇÃO: o Brasil apresenta alarmantes taxas de tuberculose (TB), mesmo que seu tratamento seja distribuído de maneira gratuita no país. Nesse sentido, uma das principais justificativas para este cenário é abandono ao tratamento, principalmente no que tange ao desenvolvimento de hepatite medicamentosa por tuberculostáticos. Todavia, aquela apresenta sintomatologia inespecífica e é, por vezes, negligenciada. Com isso, o trabalho objetivou elucidar os mecanismos de indução ao dano hepático por tuberculostáticos, bem como seus principais sintomas e manejo adequado. METODOLOGIA: revisão integrativa de literatura com base em pesquisa de artigos nas bases de dados como Scielo, UptoDate e Pubmed. Durante sua realização, foram utilizados os descritores "tuberculosis"; "treatment"; "hepatotoxicity". RESULTADOS E DISCUSSÃO: são potencialmente hepatotóxicos os medicamentos rifampicina, isoniazida e pirazinamida, que compõem o esquema de tuberculostáticos RHZE, conhecido como Esquema Básico. A sintomatologia da hepatite medicamentosa é inespecífica e seus fatores de risco são variáveis. Cada um destes medicamentos apresenta níveis de caráter hepatotóxico distintos, além de indução de lesão hepática por meio de diferentes mecanismos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: o desenvolvimento de hepatite medicamentosa deve ser investigado pontualmente nas consultas de retorno de pacientes usuários de tuberculostáticos. A identificação imediata dos sintomas é imprescindível, assim como análises laboratoriais e suspensão rápida do tratamento. Após normalização do quadro, a reintrodução dos medicamentos deve ser realizada com cautela.
PALAVRAS-CHAVE: Tuberculostáticos; Metabolismo; Terapêutica; Hepatite; Diagnósticos e Exames.