ARTIGO
17
Fev
2025
AVALIAÇÃO CLÍNICA E FARMACOTERAPÊUTICA EM ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO DE CASO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

AVALIAÇÃO CLÍNICA E FARMACOTERAPÊUTICA EM ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO DE CASO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

AVALIAÇÃO CLÍNICA E FARMACOTERAPÊUTICA EM ESCLEROSE MÚLTIPLA: ESTUDO DE CASO EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

PHARMACOTHERAPEUTIC MANAGEMENT AND CLINICAL EVALUATION OF MULTIPLE SCLEROSIS: A UNIVERSITY HOSPITAL CASE STUDY

AVALIAÇÃO CLÍNICA E FARMACOTERAPÊUTICA.pdf

Desenho de um círculo Descrição gerada automaticamente com confiança média

10.56161/sci.ed.20250217C2

Liara Lyn Benedito Moura

Universidade Federal do Piauí

https://orcid.org/0009-0001-2914-7597

Maria Clara Sales Rodrigues

Universidade Federal do Piauí

https://orcid.org/0009-0001-4939-6937

Juliana Santos Rodrigues

Universidade Federal do Piauí

https://orcid.org/0000-0002-6553-6944

Waleska Ferreira de Albuquerque

Universidade Federal do Piauí

https://orcid.org/0000-0001-8775-8866

Jeamile Lima Bezerra

Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU/UFPI)

https://orcid.org/0000-0002-6416-8772

Galileia Santos Oliveira Barbosa

Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU/UFPI)

https://orcid.org/0009-0008-5482-0086


RESUMO

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica do sistema nervoso central que leva à desmielinização progressiva, resultando em déficits neurológicos variados. Nas últimas décadas, as estratégias terapêuticas para a EM evoluíram significativamente, visando não apenas retardar a progressão da doença, mas também aprimorar a qualidade de vida dos pacientes. Nesse cenário, este trabalho relata o caso de um paciente com EM, enfatizando o manejo farmacoterapêutico adotado e os resultados obtidos. A metodologia envolveu a coleta de dados por meio do sistema AGHU e a realização de entrevistas com o paciente e seu acompanhante, permitindo uma análise da eficácia e segurança das terapias aplicadas. O acompanhamento clínico seguiu as diretrizes mais recentes da literatura, com ênfase no uso de Fingolimode, anticorpos monoclonais anti-CD20 (Ocrelizumab e Ofatumumab), metformina e naltrexona. Os resultados evidenciaram que o uso contínuo de Fingolimode reduziu as taxas de recaídas e a progressão da doença. Contudo, os efeitos adversos observados ? como bradicardia e maior predisposição a infecções ? motivaram a busca por alternativas terapêuticas. A transição para Ocrelizumab e Ofatumumab revelou-se promissora, demonstrando eficácia superior na redução das lesões desmielinizantes e das recaídas, além de apresentar um perfil de segurança mais favorável. Adicionalmente, a metformina foi empregada como terapia complementar devido aos seus efeitos neuroprotetores e anti-inflamatórios, contribuindo para a proteção dos oligodendrócitos. Em síntese, este relato de caso ressalta a necessidade de uma abordagem terapêutica flexível na EM, que considere tanto a eficácia dos tratamentos quanto os possíveis efeitos adversos, permitindo um manejo clínico mais eficaz e uma melhoria na qualidade de vida dos pacientes.

PALAVRAS-CHAVE: Farmacoterapia; Neuroproteção; Hipoglicemiante.