ASSOCIAÇÃO ENTRE A SÍNDROME METABÓLICA E A DOENÇA DE ALZHEIMER
ASSOCIAÇÃO ENTRE A SÍNDROME METABÓLICA E A DOENÇA DE ALZHEIMER
ASSOCIATION BETWEEN METABOLIC SYNDROME AND ALZHEIMER'S DISEASE
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10.56161/sci.ed.20250217C15
ASSOCIAÇÃO ENTRE A SÍNDROME METABÓLICA.pdf
Emily Raphaely Souza dos Santos
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0000-9965-6998
João Guilherme Souza Oliveira
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0001-7329-9336
Emilly de Souza Cordeiro
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0009-4607-3540
Maria Julia da Silva Correia
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0006-6122-996X
Isadora Bandeira de Luna Paes Brennand
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0003-7863-6615
João Gabriel Barbosa de Luna
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0003-5819-1487
Maria Gabriele da Silva Fernandes
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0007-4066-1072
Kleyverson Feliciano dos Santos
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0008-5833-5221
Luan Cícero da Silva
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0000-7140-9012
Iverson Conrado Bezerra
Universidade Federal de Pernambuco
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0003-0524-8913
RESUMO
A síndrome metabólica (SM) é um estado fisiopatológico caracterizado por diversas disfunções, tais como a obesidade, a inflamação crônica, a resistência à insulina, hipertensão e hiperlipidemia. Estas disfunções estão ligadas diretamente à fisiopatologia da Doença de Alzheimer (DA), caracterizada pela deposição extracelular de placas amilóides e acúmulo intracelular de proteína tau hiperfosforilada. A resistência à insulina está ligada à fosforilação da proteína tau, além de perturbar a captação de glicose pelo cérebro. A inflamação e a disfunção vascular estão associadas principalmente à disrupção da barreira hematoencefálica, por causar distúrbios na sua permeabilidade e disfunções na eliminação de proteínas disfuncionais. Embora a disfunção vascular, até então, não seja um fator diretamente relacionado à DA, estudos sugerem que sua influência na integridade cerebrovascular pode contribuir para o desenvolvimento de demência. Por último, o estresse oxidativo, muito presente na patogênese de ambas as doenças mencionadas, também é um fator extremamente importante na progressão da DA. Tendo em vista que ambas as doenças são caracterizadas por altos níveis de estresse oxidativo, em indivíduos com ambas as condições pode-se considerar que ocorre uma retroalimentação positiva, no qual uma doença estimula a progressão da outra. É importante ressaltar que, além dos mecanismos fisiopatológicos presentes na SM que agravam a DA, o estilo de vida levado por pacientes que desenvolvem a SM é também um fator de risco para o desenvolvimento da DA (dentre muitas outras doenças). Além dos mecanismos fisiopatológicos, fatores relacionados ao estilo de vida, comuns em indivíduos com SM, também são considerados de risco para o desenvolvimento da DA. Apesar das inúmeras evidências que associam essas condições, são necessários estudos adicionais para elucidar com maior precisão seus mecanismos moleculares e a extensão dessa relação.
PALAVRAS-CHAVE: síndrome metabólica; doença de Alzheimer; demência; fatores de risco; estilo de vida.