AMOR, SEXO E ENVELHER: UMA EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL COM IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS
AMOR, SEXO E ENVELHER: UMA EXPERIÊNCIA DE UM GRUPO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL COM IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS
LOVE, SEX AND AGING: AN EXPERIENCE OF AN OCCUPATIONAL THERAPY GROUP WITH INSTITUTIONALIZED ELDERLY WOMEN
10.56161/sci.ed.20250527C5
Giovanna Gonçalves Sodré
Universidade Federal do Pará, Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso, Hospital João de Barros Barreto, Belém, PA, Brasil.
https://orcid.org/0000-0001-7902-4395
Juciane Lima do Nascimento Melo
Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda - SEASTER, Belém, PA, Brasil.
https://orcid.org/0009-0009-3231-8957
Danielle de Fátima Pereira Ferreira
Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda - SEASTER, Belém, PA, Brasil.
https://orcid.org/0009-0004-3888-7054
Cristiano Maia Borges
Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda - SEASTER, Belém, PA, Brasil.
https://orcid.org/0009-0003-1933-7922
RESUMO
INTRODUÇÃO: O processo de institucionalização repercute no desempenho da atividade sexual de pessoas idosas, uma vez que implica a perda da identidade, individualidade e privacidade, sendo, muitas das vezes, uma ocupação negligenciada e tratada como tabu nas Instituições de Longa Permanência (ILPIs). MATERIAIS E MÉTODOS: O presente capítulo trata-se de um relato de experiência do desenvolvimento de um grupo terapêutico ocupacional com foco na atividade sexual de mulheres idosas institucionalizadas. Participaram nove idosas, selecionadas segundo critérios de inclusão e exclusão. Foram realizados quatro encontros semanais, abordando temáticas como sexualidade na terceira idade, fortalecimento do assoalho pélvico, cuidados com a higiene íntima e a expressão afetivo-sexual no contexto institucional. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As intervenções grupais favoreceram espaços de diálogo, troca de experiências e desconstrução de mitos e estigmas socioculturais sobre a sexualidade na velhice. Além disso, incentivaram hábitos de higiene pessoal e autocuidado, o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e a expressão afetivo-sexual. A participação ativa das idosas evidenciou a relevância do tema, especialmente diante das limitações impostas pela institucionalização, ressaltadas pelas idosas como a perda da privacidade, intimidade, liberdade, identidade e individualidade. Diante disso, é fundamental que profissionais e gestores adotem uma postura ativa na promoção de espaços que incluam a sexualidade como parte essencial do cuidado integral. Ressalta-se, nesse processo, o papel do terapeuta ocupacional, cuja atuação é indispensável na abordagem e valorização da atividade sexual na terceira idade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As intervenções contribuíram para o bem-estar físico, emocional e social das participantes, além de evidenciar o papel do terapeuta ocupacional na promoção da saúde sexual no envelhecimento. O grupo terapêutico mostrou-se um recurso eficaz para romper tabus e estimular o exercício da sexualidade como parte integrante da vida de mulheres idosas, destacando-se o papel do terapeuta ocupacional no resgate da autonomia na vivência da sexualidade.
PALAVRAS-CHAVE: Sexualidade; Idoso; Instituição de Longa Permanência para Idosos; Terapia Ocupacional.