A REPRODUÇÃO ASSISTIDA COMO ALTERNATIVA PARA A MATERNIDADE APÓS DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
A REPRODUÇÃO ASSISTIDA COMO ALTERNATIVA PARA A MATERNIDADE APÓS DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
ASSISTED REPRODUCTION AS AN ALTERNATIVE ROAD TO MOTHERHOOD AFTER GESTATIONAL TROPHOBLASTIC DISEASE: AN INTEGRATIVE REVIEW
A REPRODUÇÃO ASSISTIDA COMO ALTERNATIVA PARA A MATERNIDADE.pdf
10.56161/sci.ed.20250527C10
Natália de Souza Silva
Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
ORCID ID do autor: https://orcid.org/0009-0006-6730-3657
Maria Larissa Bezerra Rodrigues
Graduanda em Biomedicina pela Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
ORCID ID do autor: https://orcid.org/0009-0007-7200-3250
Ana Carolina Rosa
Biomédica. Docente do curso de Biomedicina na Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO)
ORCID ID do autor: https://orcid.org/0009-0000-6491-0116
RESUMO
A Doença Trofoblástica Gestacional (DTG) refere-se a um grupo de distúrbios genéticos decorrentes da proliferação anormal de células trofoblásticas, sendo lesões benignas e até malignas, que podem comprometer a saúde reprodutiva da mulher e impactar emocionalmente aquelas que desejam engravidar. Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo principal analisar como as técnicas de Reprodução Humana Assistida (RHA) podem colaborar para que mulheres com histórico de DTG alcancem uma gestação segura e com chance de sucesso. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com artigos selecionados nas plataformas online PubMed e SciELO entre os anos de 2015 e 2025 em português e inglês com critérios claros de inclusão, exclusão e análise de qualidade. Os resultados demonstraram que a ICSI junto ao PGT-A oferecem maior segurança ao possibilitar seleção de embriões geneticamente saudáveis, minimizando riscos de recorrência da DTG e permitindo não só mais chances de sucesso utilizando gametas próprios como também em ovodoação. Apesar de ser uma alternativa, o acesso às técnicas de RHA ainda é restrito, especialmente em países em desenvolvimento como o Brasil, dificultando o alcance ao público-alvo. Portanto, a RHA representa uma ferramenta científica promissora para pacientes afetadas pela DTG oferecendo segurança reprodutiva e apoio psicológico para quem sonha com a maternidade e necessita se sentir mais confortável ao tentar uma nova gravidez, mas que ainda possui suas limitações de acesso às mulheres que tanto precisam desse apoio. Além disso, destaca-se a necessidade de políticas públicas que aumentem o acesso aos tratamentos e a importância do cuidado multidisciplinar que envolva saúde física, emocional e social das pacientes.
PALAVRAS-CHAVE: doença trofoblástica gestacional; mola hidatiforme; reprodução humana assistida; saúde da mulher; gravidez.