A REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) E A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO: DESAFIOS E AVANÇOS
A REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS) E A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO: DESAFIOS E AVANÇOS NA IMPLEMENTAÇÃO DE CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (CAPS) E RESIDÊNCIAS TERAPÊUTICAS, SOB A ÓTICA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL
THE PSYCHOSOCIAL CARE NETWORK (RAPS) AND DEINSTITUTIONALIZATION: CHALLENGES AND ADVANCES IN THE IMPLEMENTATION OF PSYCHOSOCIAL CARE CENTERS (CAPS) AND THERAPEUTIC RESIDENCES, FROM THE PERSPECTIVE OF MENTAL HEALTH PROFESSIONALS
10.56161/sci.ed.20250217C46
Tayllon Santos Carvalho
Graduando em Enfermagem pelo Centro Universitário do Leste de Minas
Orcid: https://orcid.org/0009-0001-5421-4800
Lays Silva de Sousa
Graduanda em Enfermagem pela UNINASSAU
Orcid: 0009-0004-7729-0058
Guilherme Teodoro Martins
Graduado em Enfermagem pelo Centro Universitário UniFACTHUS
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-9030-4742
Caroline Caiene Sabino da Silva
Graduada em Enfermagem pela UNP
Orcid:https://orcid.org/0000-0003-4773-4768
Jéssica Terças Lobo
Graduada em Medicina pela Universidade Nilton Lins
Rosilene Marques da Cruz Miranda
Graduada em Enfermagem pela Universidade de Vassouras
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-3699-7781
Nicolly Cristiny Mendes do Nascimento
Graduada em Enfermagem pela Estácio Fapan
Laurelena Barata Gurgel Dutra Tinôco
Pós-graduada em Enfermagem do Trabalho pela FACENE
Orcid: https://orcid.org/0009-0004-4218-0983
Ellen Barbosa Santos
Pós-Graduanda em Urgência e Emergência pelo Instituto Salve Vidas
Orcid: 0000-0002-0136-5170
Bruna de Santa Bárbara Barbosa
Mestra em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal da Bahia
Orcid: https://orcid.org/0009-0005-2384-1843
RESUMO
Este artigo tem como objetivo analisar os avanços e os desafios da Rede de Atenção Psicossocial no contexto da desinstitucionalização da saúde mental no Brasil, com foco na implementação dos Centros de Atenção Psicossocial, das residências terapêuticas e na atuação dos profissionais de saúde mental. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-analítico, realizada a partir de buscas em bases de dados científicas nacionais e internacionais, selecionando estudos publicados entre 2020 e 2025, disponíveis na íntegra e relacionados à organização da RAPS e à política de saúde mental brasileira. Os resultados evidenciam que a RAPS representa um avanço significativo na reorganização do cuidado em saúde mental, ao promover o cuidado em liberdade, a atenção territorializada e a substituição progressiva do modelo hospitalocêntrico. Os CAPS destacam-se como serviços estratégicos na coordenação do cuidado, enquanto as residências terapêuticas desempenham papel fundamental no processo de desinstitucionalização e reinserção social. Entretanto, a literatura aponta desafios persistentes, como desigualdades regionais na oferta de serviços, fragilidades na articulação da rede, insuficiência de recursos financeiros e humanos, além da sobrecarga e precarização do trabalho dos profissionais de saúde mental. Conclui-se que, embora a RAPS tenha contribuído para avanços importantes na política de saúde mental, sua consolidação depende do fortalecimento da gestão, do financiamento contínuo, da articulação intersetorial e da valorização dos trabalhadores, sendo necessária a ampliação de estudos que subsidiem o aprimoramento das práticas e das políticas públicas no âmbito do Sistema Único de Saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Atenção Primária à Saúde; Centros de Atenção Psicossocial; Desinstitucionalização; Saúde Mental.