A PROGRESSÃO DA CIRROSE HEPÁTICA: DA ESTEATOSE À INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA
THE PROGRESSION OF LIVER CIRRHOSIS: FROM STEATOSIS TO HEPATIC FAILURE
A PROGRESSÃO DA CIRROSE HEPÁTICA DA ESTEATOSE.pdf
10.56161/sci.ed.202406133C11
Mariana de Paula Pires
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0008-5169-4491
Pedro Barbosa Gomes
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0000-9093-1949
Beatriz Mello da Silveira Campos
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0008-9882-6041
Thamiriz Guilarducci Fernandes
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0009-7771-6334
Estella Aparecida de Laia
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0002-5478-4405
João Victor Veltri Xavier
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0002-0709-2481
Paula Barbosa Maia
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0006-2066-5909
Priscila Pollo Flores
Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0000-0001-5358-5426
RESUMO
INTRODUÇÃO: A cirrose, estágio final da doença hepática crônica, resulta de uma agressão ao fígado contínua durante anos, sendo caracterizada por fibrose e alteração da arquitetura normal do fígado em nódulos regenerativos. O diagnóstico, em cerca de 40% dos pacientes, ocorre quando há complicações como problemas hepáticos, encefalopatia ou ascite. Com a progressão da doença ocorre a falência e o fígado torna-se insuficiente. MATERIAIS E MÉTODOS: Revisão narrativa da literatura, foram analisados estudos publicados nos últimos 25 anos (1999-2023) em inglês, espanhol e português, utilizando bases de dados como PubMed, SciELO e LILACS. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados revelam que a esteatose hepática, frequentemente associada à obesidade e ao estilo de vida sedentário, pode progredir para esteato hepatite associada a disfunção metabólica (MASH) e, eventualmente, para cirrose hepática, caracterizada por fibrose progressiva e disfunção hepatocelular. No Brasil, de 2001 a 2010 foram registradas 853.571 admissões hospitalares por doenças hepáticas que normalmente influenciam na perda de qualidade e expectativa de vida e representam importante morbidade e mortalidade, uma vez que ocorra a progressão para cirrose. A inflamação crônica e o estresse oxidativo são destacados como principais mecanismos de dano hepático. CONCLUSÕES: É necessária a abordagem da etiologia para evitar a progressão da doença e o desenvolvimento de drogas antifibróticas. A busca contínua por novas estratégias terapêuticas permanece essencial para melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.
PALAVRAS-CHAVE: Cirrose Hepática; Fibrose Hepática; Fígado Gorduroso; Esteato-Hepatite

