A INVISIBILIDADE DA OBESIDADE INFANTIL NA SAÚDE PÚBLICA
THE INVISIBILITY OF CHILDHOOD OBESITY IN PUBLIC HEALTH
10.56161/sci.ed.20260204C3
Denny Ewerton Costa Cruz
Centro Universitário de Excelência - UNEX
https://orcid.org/0009-0007-3797-9119
Guilherme de Andrade Braz Fronchetti
Centro Universitário de Pinhais - FAPI
https://orcid.org/0009-0000-3934-9216
Heloísa Mari Cvilikas
Centro Universitário de Pinhais ? FAPI
https://orcid.org/0009-0009-7346-3392
Herlen dos Santos Silva de Andrade
Centro Universitário Uninovafapi
https://orcid.org/0009-0002-8229-1990
Maria Eduarda Barros Pinheiro
Universidade Federal de Pernambuco
https://orcid.org/0009-0003-5115-6996
Rafaela Vasconcelos Callou de Lucena
Universidade Federal de Pernambuco
https://orcid.org/0009-0001-6853-2500
Thayná Eduarda Marcelino
Afya Porto Nacional
https://orcid.org/0000-0002-0698-8641
Tialy Vitória Santos Silva
Universidade Federal de Pernambuco
https://orcid.org/0009-0007-0491-9507
Vitoria Camille Sousa de Oliveira
Universidade Federal do Piauí
https://orcid.org/0009-0006-3283-7894
Vivian Caroline Fernandes Moura
Universidade Federal do Piauí ? UFPI
https://orcid.org/0009-0003-6112-5480
RESUMO
A obesidade infantil configura-se, nas últimas décadas, como um dos mais relevantes e complexos problemas de saúde pública contemporâneos, apresentando crescimento expressivo em escala global e profundas implicações clínicas, psicossociais e sociais. Este estudo tem como objetivo analisar a obesidade infantil a partir de uma perspectiva crítica da saúde coletiva, problematizando os mecanismos que contribuem para sua invisibilidade nas políticas públicas, nos serviços de saúde e no debate social. Trata-se de um estudo de natureza teórico-reflexiva, fundamentado em revisão narrativa da literatura científica nacional e internacional, documentos normativos e referenciais conceituais consolidados no campo da saúde pública. Os resultados indicam que a obesidade infantil é frequentemente abordada de forma fragmentada, com ênfase excessiva na responsabilização individual e familiar, em detrimento da análise dos determinantes sociais, econômicos, culturais e políticos que estruturam o fenômeno. Evidencia-se que a invisibilidade da obesidade infantil está associada à naturalização de ambientes obesogênicos, à fragilização das políticas intersetoriais e à reprodução de estigmas nos serviços de saúde. Conclui-se que o enfrentamento da obesidade infantil exige a superação de abordagens reducionistas, com a incorporação de estratégias estruturais, intersetoriais e eticamente comprometidas com a proteção da infância e a redução das iniquidades em saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Obesidade infantil. Saúde pública. Determinantes sociais da saúde. Políticas públicas. Iniquidades em saúde.

