A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NA PRIMEIRA SEMANA DE VIDA DO RECÉM-NASCIDO
A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NA PRIMEIRA SEMANA DE VIDA DO RECÉM-NASCIDO
THE IMPORTANCE OF NURSING CONSULTATION IN THE FIRST WEEK OF A NEWBORN'S LIFE
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10.56161/sci.ed.20250829C16
Lorrane Teixeira Araújo
Universidade do Estado do Pará/UEPA
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-3466-2737
Bruna Adalgiza pinto de Araújo
Universidade do Estado do Pará/UEPA
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-8797-5171
Daiana Lins Nascimento
Faculdade Integrada Brasil Amazônia/ FIBRA
Orcid ID do autor : https://orcid.org/0009.0005.2649.163
Giovanna Tavares Sarmento Quadros
Universidade da Amazônia/ UNAMA
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0004-3893-7795
Jaqueline de Oliveira Oliveira
Faculdade Integrada Brasil Amazônia/ FIBRA
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0001-1140-2721
Mara Maria dos Santos Lima
Centro Universitário da Amazônia/UNIESAMAZ
Orcid ID do autor https://orcid.org/0009-0007-4062-7229
Raimundo de Jesus Picanço da Costa
Universidade do Estado do Pará/UEPA
Orcid ID do autor https://orcid.org/0000-0002-0271-3114
RESUMO
A primeira semana de vida do recém-nascido (RN) constitui um período de elevada vulnerabilidade, marcado por intensas adaptações fisiológicas e risco aumentado de complicações que podem comprometer sua sobrevivência e desenvolvimento. No Brasil, cerca de 70% das mortes infantis ocorrem no período neonatal, muitas delas evitáveis com atenção básica de qualidade. Nesse contexto, a Primeira Semana de Saúde Integral (PSSI), preconizada pelo Ministério da Saúde, propõe a realização de consultas médicas ou de enfermagem até o sétimo dia de vida. Este relato de experiência, desenvolvido em uma Unidade de Saúde da Família em Bragança-PA, teve como objetivo analisar, à luz do Arco de Maguerez, a importância da consulta de enfermagem na primeira semana de vida. A metodologia contemplou as cinco etapas do arco: observação da realidade, postos-chave, teorização, hipóteses de solução e aplicação à realidade. Identificaram-se fragilidades como baixa adesão às consultas, falhas no registro em prontuário e pouco uso das visitas domiciliares. A intervenção resultou na ampliação da cobertura das consultas de aproximadamente 50% para 90% em três meses, além da detecção precoce de icterícia, perda ponderal excessiva e dificuldades de amamentação. Destacaram-se ainda os impactos positivos do aconselhamento em aleitamento materno, da integração com a sala de vacinas e da reorganização do processo de trabalho da equipe. Conclui-se que a consulta de enfermagem na primeira semana constitui uma prática estratégica, custo-efetiva e capaz de reduzir vulnerabilidades, fortalecer vínculos familiares e promover a saúde infantil, sendo fundamental sua institucionalização na Atenção Primária à Saúde.
PALAVRAS-CHAVE: Recém- Nascido; Enfermagem Ambulatorial; Primária à Saúde