A CORRELAÇÃO ENTRE SAÚDE MENTAL E GASTROINTESTINAL
A CORRELAÇÃO ENTRE SAÚDE MENTAL E GASTROINTESTINAL
THE CORRELATION BETWEEN MENTAL AND GASTROINTESTINAL HEALTH
A CORRELAÇÃO ENTRE SAÚDE MENTAL E.pdf
10.56161/sci.ed.202406133C9
Laís Barquette Bessa
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Coordenadora Geral da Diretoria da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0000-0852-6339
Erick Kaufmann Pereira
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretor da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0002-0656-1397
Julia Felix Filgueiras Lima
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretora da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0003-2761-8193
Layla Vissoci Neubern de Toledo
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretora da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0007-5407-6253
Pedro Ribeiro Bernardo
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretor da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0000-4719-2845
Sarah Menezes Sampaio de Oliveira
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretora da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0006-5434-7482
Vanessa de Campos Santos
Discente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Diretora da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0009-0006-1721-5608
Thais Guaraná de Andrade
Docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense
Orientadora da Liga Acadêmica de Gastroenterologia, Hepatologia e Medicina do Estilo de Vida da Universidade Federal Fluminense
Orcid ID do autor: https://orcid.org/0000-0003-1719-4211
RESUMO
A intrincada relação entre saúde mental e bem-estar gastrointestinal é uma área de estudo em expansão. O impacto do estresse, da microbiota e das intervenções dietéticas na saúde do indivíduo pode trazer novos métodos terapêuticos para diversas doenças gastrointestinais e mentais, dada a natureza interligada das perturbações e condições de saúde mental - como a depressão e a ansiedade - com distúrbios do trato gastrointestinal - como a síndrome do intestino irritável (SII) e as doenças inflamatórias intestinais (DII), incluindo a doença de Crohn e a colite ulcerativa. Um ponto de interesse, hoje, é o aumento da atividade autonômica simpática em indivíduos estressados, a qual ??pode levar a efeitos pró-inflamatórios no trato gastrointestinal, impactando o eixo intestino-cérebro. Além disso, discute-se a associação entre disbiose, um desequilíbrio na composição da microbiota intestinal, e vários distúrbios digestivos, destacando a sua ligação específica com a DII e a depleção de bactérias benéficas como Firmicutes. Este desequilíbrio da microbiota está ligado tanto à depressão como à DII, evidenciando a importância da compreensão do mecanismo comum que envolve vias imunoinflamatórias na correlação entre estas condições. Ainda, a nutrição adequada desempenha um papel crítico na modulação da saúde mental. Uma dieta equilibrada e rica em nutrientes essenciais impacta diretamente na inflamação, no stress oxidativo, na neurotransmissão e na composição da microbiota intestinal, destacando o forte impacto da hipovitaminose nos distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Destaca-se, ainda, a complexa interação entre a microbiota intestinal, o estresse, os neurotransmissores e condições como a depressão e a ansiedade, possuindo a serotonina produzida no intestino um papel de grande importância na saúde mental do indivíduo. Desta forma, enfatiza-se hoje a importância de estratégias de gestão integradas que abordem tanto a atividade inflamatória como o bem-estar psicológico em pacientes com doenças do trato digestivo, incluindo intervenções como terapias psicológicas e modificações dietéticas específicas.
PALAVRAS-CHAVE: Saúde mental; Trato gastrointestinal; Disbiose; Eixo encéfalo-intestino; Microbioma gastrointestinal.