ARTIGO
28
Fev
2026
A CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE E OS LIMITES DE SUA EFETIVAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE E OS LIMITES DE SUA EFETIVAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

A CARTA DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS DA SAÚDE E OS LIMITES DE SUA EFETIVAÇÃO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

THE HEALTH USERS' RIGHTS CHARTER AND THE LIMITS OF ITS IMPLEMENTATION IN BRAZIL'S UNIFIED HEALTH SYSTEM

CAPÍTULO 29.pdf

10.56161/sci.ed.20260204C29


Ana Paula Mendes Batista da Silva

Graduada em Enfermagem pela Fundação de ensino superior de Olinda - FUNESO

Deyvison Plínio Figueiredo Costa

Enfermeiro pela Faculdade Maurício de Nassau - Campina Grande/Pb

Gleydson de Azevedo Almeida

Graduando em Medicina pelo Centro Universitário Metropolitano da Amazônia

Ereda Horta Costa Brito

Pós-graduada em Terapia Intensiva Adulto pela UNIBF

Juliana Mara do Nascimento Assunção

Nutricionista pela Faculdade Estácio do Rio Grande do Norte

Janiélson José de Barros

Enfermeiro pela Universidade Vale do Ipojuca pela UNIFAVIP Wyden e Esp. Em Controle de Infecção Hospitalar pela Unyleya

Bárbara Juliany Cavalcante Reis

Graduanda em Medicina pela FAMETRO

Stella Louise Almqvist

Bacharel em Medicina pela Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP

Anderson Geremias Siqueira de Lima

Bacharel em Enfermagem pelo Centro Universitário Favip Wyden

Marttem Costa de Santana

Doutor em Tecnologia e Sociedade pela UTFPR. Docente do IFPE Campus Pesqueira e Enfermeiro pela UEFS


RESUMO

A garantia dos direitos dos usuários da saúde constitui dimensão fundamental para a consolidação de sistemas públicos orientados pela equidade, pela dignidade humana e pela participação social. O presente artigo tem como objetivo analisar os limites relacionados à efetivação da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde, considerando os fatores institucionais, organizacionais e estruturais que influenciam sua concretização. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, desenvolvido por meio de revisão bibliográfica e documental, com levantamento de produções acadêmicas recentes e documentos normativos pertinentes à temática, selecionados conforme critérios de relevância teórica e aderência ao objeto investigado. Os resultados indicam que a Carta representa um avanço no reconhecimento do usuário como sujeito de direitos, contribuindo para o fortalecimento da cidadania sanitária e para a qualificação das práticas assistenciais. Contudo, evidenciam-se obstáculos que dificultam sua materialização, entre os quais se destacam o conhecimento limitado da população acerca de suas garantias, fragilidades nos processos de gestão, desigualdades no acesso aos serviços e restrições estruturais que impactam a capacidade de resposta do sistema. Observa-se, ainda, que a efetivação desses direitos depende da articulação entre disseminação informacional, governança institucional e planejamento consistente, elementos indispensáveis para aproximar o plano normativo da experiência concreta do cuidado. Conclui-se que a proteção dos usuários ultrapassa a existência de dispositivos legais, exigindo a construção contínua de práticas comprometidas com a ética, a transparência e a responsabilidade pública. Assim, compreender os fatores que limitam a efetivação desses direitos contribui para ampliar o debate sobre o aprimoramento das políticas de saúde e para fortalecer a centralidade do usuário nas ações assistenciais.

Palavras-chave: Direitos do Paciente; Sistema Único de Saúde; Humanização da Assistência; Acesso aos Serviços de Saúde; Participação Social.